O astronauta veterano da NASA, Mike Fincke, confirmou que foi o integrante da missão que apresentou um problema médico durante permanência na Estação Espacial Internacional (ISS). O caso levou ao retorno antecipado da tripulação à Terra em meados de janeiro.
Fincke integrava a chamada Tripulação-11, ao lado da astronauta Zena Cardman, do japonês Kimiya Yui e do cosmonauta Oleg Platonov, da agência russa Roscosmos. O grupo deixou a estação espacial antes do previsto, reduzindo temporariamente a equipe responsável pelas operações do laboratório orbital.
Segundo o astronauta, o “evento médico” exigiu atenção imediata da equipe a bordo. Ele afirmou que seu quadro foi estabilizado com apoio dos colegas e orientação dos médicos de voo da agência espacial norte-americana.
Protocolo da Nasa preserva dados médicos de astronautas
A agência informou que decidiu antecipar o retorno para que o tripulante pudesse ter acesso a recursos avançados de exames médicos indisponíveis na estação. Apesar de a ISS contar com estrutura básica de atendimento, não possui todos os equipamentos de um hospital na Terra.
A NASA mantém política rígida de privacidade sobre informações médicas pessoais de seus astronautas. Por isso, detalhes sobre o diagnóstico não foram divulgados.
Após o retorno, os integrantes da Tripulação-11 participaram de coletiva no Centro Espacial Johnson, em Houston. Na ocasião, reforçaram que a situação não foi tratada como emergência com risco imediato de vida e destacaram que o treinamento permitiu uma operação segura.
O episódio provocou mudanças no cronograma da agência, incluindo o cancelamento de uma caminhada espacial e a antecipação da chegada da Tripulação-12, que assumiu as atividades na estação em fevereiro, restabelecendo o número padrão de sete astronautas a bordo.
Em comunicado, Fincke afirmou que segue em recuperação e realizando o recondicionamento pós-voo. Ele destacou que o trabalho no espaço é um privilégio, mas que situações como essa reforçam os limites do corpo humano em missões orbitais.







