Brasil investe e filme multiplica retorno

“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, recebeu R$ 11,4 milhões de recursos públicos no Brasil e já arrecadou cerca de R$ 94,2 milhões no mundo.

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“O Agente Secreto” recebeu aporte público e ampliou bilheteria no Brasil e no exterior.
Imagem reprodução

O filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, custou R$ 28 milhões para ser produzido. Desse total, R$ 19 milhões vieram do Brasil e R$ 9 milhões foram obtidos por meio de coprodução internacional com França, Alemanha e Holanda.

Do valor investido no Brasil, R$ 11,4 milhões saíram dos cofres públicos. Os recursos foram aplicados por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da Lei do Audiovisual, enquanto os R$ 7,6 milhões restantes vieram do setor privado.

O maior aporte público foi feito pelo FSA, que destinou R$ 7,5 milhões para a produção e mais R$ 750 mil para a distribuição. Já a Lei do Audiovisual investiu R$ 3,75 milhões no longa.

Lançado nos cinemas em 6 de novembro de 2025, “O Agente Secreto” segue em cartaz em algumas salas do Brasil e do exterior. O filme também se tornou a produção brasileira mais recente indicada ao Oscar, apesar de não ter vencido nas quatro categorias em que concorreu.

O que se sabe até agora

De acordo com os números citados na publicação, o longa já arrecadou US$ 17,9 milhões no mundo, o equivalente a cerca de R$ 94,2 milhões. O resultado representa um retorno superior ao valor investido na produção, especialmente quando observado o volume de recursos públicos aplicados.

Só nos cinemas brasileiros, a arrecadação chegou a R$ 50,63 milhões, com público de cerca de 2,36 milhões de espectadores. Mesmo após 18 semanas em cartaz e com estreia na Netflix em 7 de março, o filme ainda levou 13,7 mil pessoas às salas em uma semana.

Com base nesses números, a bilheteria no Brasil representou retorno de 4,4 vezes o valor gasto pelos cofres públicos na produção. Considerando a arrecadação global, esse retorno sobe para 8,3 vezes, sem incluir receitas de streaming, mercados externos ainda não contabilizados e outros possíveis efeitos indiretos.

Na comparação feita pela publicação, “O Agente Secreto” ainda ficou abaixo de “Ainda Estou Aqui” em arrecadação e custo. O vencedor do Oscar acumulou US$ 27,4 milhões, cerca de R$ 160,5 milhões, e teve gasto de pelo menos R$ 40 milhões, com investimento descrito como 100% privado.

Os números sobre a bilheteria internacional de “O Agente Secreto” ainda não incluem todos os países, entre eles os Estados Unidos. Com isso, a apuração sobre o desempenho comercial do filme continua em aberto.

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