O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, concede coletiva de imprensa nesta sexta-feira (20), às 11h, no campus da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. O encontro apresenta dados atualizados sobre a fome no Brasil e os avanços das políticas públicas de combate à pobreza.
A coletiva ocorre durante o encerramento do seminário “Como o Brasil saiu do Mapa da Fome?”, que reúne análises sobre a retomada, a partir de 2023, de estratégias integradas de segurança alimentar, geração de emprego e controle da inflação.
Durante o evento, a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Valéria Burity, apresenta dados sobre a integração de políticas públicas responsáveis pela saída do Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez na história.
Dados e impacto das políticas públicas
Levantamento da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), do IBGE, mostra queda na insegurança alimentar grave, que passou para 3,2% dos domicílios em dois anos.
Entre famílias chefiadas por mulheres, o índice caiu de 4,6% em 2023 para 3,6% em 2024, uma redução de 21,7%. Nos domicílios chefiados por homens, a queda foi de 3,5% para 2,8%. Entre mulheres negras, a redução foi de 6% para 4,6%.
O mercado de trabalho aparece como um dos principais fatores desse resultado. O desemprego entre mulheres caiu de 11,8% em 2022 para 8,1% em 2024, chegando a 6,9% em 2025. No mesmo período, a renda média feminina cresceu 9,4%, atingindo R$ 3.113, o maior valor da série histórica.
Programas sociais ampliam alcance
O Bolsa Família tem participação majoritária de mulheres, que representam 58,7% dos beneficiários e são responsáveis por 84,4% das 18,7 milhões de famílias atendidas.
O programa também inclui benefícios para cerca de um milhão de gestantes e nutrizes, além de atender 8,5 milhões de crianças de até seis anos com o Benefício Primeira Infância.
No programa Gás do Povo, mulheres correspondem a 94% das quase cinco milhões de famílias atendidas. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) alcança 3,2 milhões de mulheres.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante refeições para cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública, contribuindo para a redução da fome e das despesas familiares.
Entre crianças e adolescentes que frequentam a escola, a taxa de insegurança alimentar grave é de 3,5%. Fora da escola, o índice chega a 10,9%.
A coletiva integra o encerramento do seminário realizado na FGV, no bairro Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro. Novos dados e análises devem ser detalhados ao longo do evento, com acompanhamento das autoridades federais.

