PRF mata comandante e tira própria vida

PRF mata comandante da Guarda em Vitória e comete suicídio

Policial era investigado por importunação sexual e usou arma de serviço no crime

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Residência onde comandante da Guarda Municipal de Vitória foi morta a tiros pelo companheiro, policial rodoviário federal.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza matou a tiros a namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES), na madrugada desta segunda-feira, na capital capixaba. Após o crime, ele tirou a própria vida dentro da residência da vítima.

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, o caso ocorreu por volta de 1h, na casa onde Dayse morava com o pai e a filha, de 7 anos. A vítima foi surpreendida enquanto dormia e atingida por disparos de arma de fogo. Ela não teve chance de defesa.

Crime ocorreu em Vitória, capital do Espírito Santo

As investigações apontam que o policial pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. De acordo com a apuração, Diego apresentava comportamento possessivo e controlador. A polícia também trabalha com a hipótese de premeditação.

Para acessar o imóvel, ele utilizou uma escada e invadiu a casa antes de efetuar os disparos. Após matar a companheira, dirigiu-se até a cozinha e cometeu suicídio.

A perícia identificou que a vítima foi atingida com cinco tiros na região da cabeça. Indícios no local mostram que ela ainda tentou se levantar antes de ser alvejada.

PRF respondia a processo disciplinar no Rio de Janeiro

Diego Oliveira de Souza ingressou na Polícia Rodoviária Federal em 2020 e estava lotado na Delegacia de Campos dos Goytacazes (RJ). Ele respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por importunação sexual contra uma ex-agente.

O procedimento foi instaurado em 2025 pela Corregedoria da PRF no Rio de Janeiro e estava em fase final. A investigação poderia resultar na demissão do servidor por conduta considerada incompatível com a função pública.

Em nota, a PRF informou que adotou medidas administrativas após tomar conhecimento da denúncia, incluindo o afastamento entre os envolvidos no ambiente de trabalho.

Histórico de violência e investigação em andamento

De acordo com familiares da vítima, o policial já havia demonstrado comportamento agressivo anteriormente. O pai de Dayse relatou que a filha chegou a sofrer uma tentativa de estrangulamento, mas não formalizou denúncia.

Os celulares do casal foram apreendidos e serão analisados para esclarecer a motivação do crime. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher de Vitória.

Fonte: CBN Brasil.

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