Bolsonaro terá prisão domiciliar por 90 dias

Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro por 90 dias

Decisão do STF atende parecer da PGR e considera estado de saúde do ex-presidente

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Ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de internação em Brasília, onde segue em recuperação de pneumonia.
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo prazo de 90 dias, nesta terça-feira (24), em Brasília. A decisão atende a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a necessidade de acompanhamento do estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Decisão do STF considera quadro clínico do ex-presidente

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, na capital federal, desde o dia 13 de março, em tratamento de uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. De acordo com boletim médico recente, ele apresenta quadro estável, já deixou a UTI e segue em recuperação, sem previsão de alta.

Na decisão, Moraes destacou que, apesar de o sistema prisional ter condições para atendimento em situações comuns, o momento atual exige ambiente mais adequado para a recuperação. O ministro citou fatores como idade e fragilidade do sistema imunológico, além do tempo estimado de recuperação da doença, que pode variar entre 45 e 90 dias.

A medida prevê que, ao final do prazo, será feita nova avaliação sobre a necessidade de manutenção da prisão domiciliar, inclusive com possibilidade de perícia médica.

A concessão também ocorreu após pedido da defesa e articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se reuniu com o ministro na segunda-feira (23).

PGR defende medida por razões humanitárias

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a decisão está fundamentada no dever do Estado de garantir a integridade física e moral de pessoas sob custódia.

Segundo a PGR, o ambiente domiciliar oferece melhores condições para monitoramento contínuo da saúde do ex-presidente, diante da possibilidade de complicações inesperadas. O órgão ressaltou que a medida não impede reavaliações periódicas do quadro clínico nem compromete a execução da pena.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a mais de 27 anos de prisão, no processo que apurou tentativa de impedir a transição de poder no país. Ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal antes da decisão.

Fonte: Cidade Verde.

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