O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que já não tem certeza se deseja firmar um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração surge um dia após o governo iraniano rejeitar uma proposta de cessar-fogo apresentada por Washington.
Durante reunião de gabinete, Trump disse que, apesar de existirem conversas em andamento, não se sente pressionado a fechar um acordo. Segundo ele, as operações militares continuam e novos alvos ainda podem ser atingidos.
O cenário chama atenção porque ocorre em meio a um momento considerado decisivo nas negociações. O próprio presidente norte-americano afirmou que o conflito estaria “99% resolvido”, mas sinalizou que o desfecho ainda depende de fatores estratégicos sensíveis.
Irã rejeita proposta dos EUA e apresenta contraproposta
O governo iraniano informou que enviou uma resposta oficial aos Estados Unidos por meio de mediadores, após classificar o plano americano como “excessivo e desconectado da realidade”. A proposta inicial previa 15 pontos envolvendo temas centrais como o programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis balísticos.
Entre as exigências de Washington estavam o compromisso de não desenvolver armas nucleares, a limitação de mísseis e o encerramento de atividades em instalações estratégicas de enriquecimento de urânio.
Em resposta, Teerã apresentou uma contraproposta com cinco condições. Entre elas, a interrupção total de ataques, garantias de que o conflito não será retomado, reparações por danos causados e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Outro ponto que eleva a tensão é que o Irã também exige o fim da guerra em todas as frentes da região, incluindo grupos aliados.
Declarações elevam incerteza sobre fim do conflito
Mesmo diante das negociações, Trump adotou um tom duro ao afirmar que os Estados Unidos já teriam “dizimado” a capacidade militar iraniana. Ele também destacou a importância estratégica do Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais sensíveis para o comércio global de petróleo.
O cenário é ainda mais relevante porque qualquer instabilidade na região pode impactar diretamente a economia mundial, especialmente no setor energético.
Enquanto isso, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o país ainda espera por um acordo, indicando que há diferentes sinais dentro do próprio governo norte-americano.
A evolução das negociações deve definir os próximos passos do conflito, que segue sem um desfecho claro e com alta tensão diplomática.
Fonte: G1 Mundo.







