A seleção brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela França nesta quinta-feira (26), em amistoso disputado nos Estados Unidos, em um momento decisivo de preparação para a Copa do Mundo. O resultado, somado ao desempenho abaixo do esperado, reforça dúvidas sobre a equipe comandada por Carlo Ancelotti — e levanta um alerta que vai além do placar.
O jogo aconteceu poucos dias antes da definição da lista final de convocados, o que torna o cenário ainda mais relevante. E o que se viu em campo indica que ajustes importantes ainda precisam ser feitos.
Desempenho expõe fragilidades da seleção
Se a principal preocupação antes da partida estava na defesa, o amistoso revelou um problema ainda mais amplo. O meio-campo brasileiro demonstrou dificuldade de criação, deixando o ataque praticamente sem produção.
O quarteto ofensivo com Vinicius Junior, Raphinha, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli pouco incomodou o goleiro Mike Maignan.
O Brasil apostou principalmente em chutes de longa distância e contra-ataques — estratégia que não foi suficiente diante de uma França mais organizada e eficiente.
O cenário chama atenção por um detalhe importante: mesmo com um jogador a mais na reta final, a seleção brasileira não conseguiu reagir.
A França abriu o placar ainda no primeiro tempo com Kylian Mbappé, em jogada rápida de contra-ataque.
Pouco depois, Hugo Ekitiké ampliou, também explorando falhas defensivas do Brasil — mesmo com inferioridade numérica após expulsão de um defensor francês.
O gol brasileiro saiu apenas na segunda etapa, com Bremer, em bola parada. Ainda assim, a reação foi tímida e não empolgou nem mesmo os torcedores presentes.
Outro ponto que chama atenção é o comportamento da equipe: faltou consistência, organização e capacidade de impor ritmo — fatores essenciais em uma competição de alto nível.
O cenário é ainda mais simbólico porque, durante a partida, torcedores chegaram a pedir o nome de Neymar, que não foi convocado, mas segue como possibilidade para o torneio.
A derrota também evidenciou a diferença de estágio entre as equipes. Enquanto a França demonstrou entrosamento e maturidade tática, o Brasil ainda parece em construção.
A equipe volta a campo na próxima terça-feira (31), contra a Croácia, em mais um teste antes da Copa. A expectativa é que o confronto sirva para ajustes — mas o tempo é curto.
O cenário é claro: mais do que resultados, a seleção precisa apresentar evolução. E isso, neste momento, ainda não aconteceu.







