Aluno do Piauí é contratado por multinacional russa

Estudante do Piauí é contratado por multinacional russa para dar aulas de programação no Brasil

Jhonata Lima Silva, estudante da rede estadual em Teresina, concilia o Ensino Médio com o trabalho como professor de programação para adolescentes de todo o país e diz que aprendeu a base da área dentro da escola.

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Jhonata Lima Silva, estudante de escola pública em Teresina, foi contratado por uma multinacional russa para ensinar programação a adolescentes brasileiros.
Foto: Pablo Cavalcante

Aos 18 anos, o estudante Jhonata Lima Silva, da 3ª série do Ensino Médio no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Modestina Bezerra, em Teresina, alcançou uma conquista que foi além das fronteiras do Piauí. Ele foi contratado pela Kodland, multinacional com sede em Moscou, na Rússia, especializada no ensino de programação.

A contratação aconteceu após uma iniciativa do próprio estudante. Ao criar um perfil profissional e participar do processo seletivo da empresa, Jhonata foi aprovado e passou a conciliar a rotina escolar com o novo trabalho. Desde janeiro de 2026, ele ensina programação para jovens de 12 a 17 anos de várias regiões do Brasil.

“Fiz os testes e fui aprovado. Hoje tenho flexibilidade para dar aulas à noite e consigo organizar bem os horários. Tudo o que ensino hoje sobre programação aprendi na escola”, conta.

Primeiro contato com a programação veio na escola

Foi ainda no 1º ano do Ensino Médio que Jhonata teve o primeiro contato com a programação e decidiu seguir carreira na área de tecnologia. O aprendizado aconteceu por meio das plataformas educacionais utilizadas nas aulas do curso técnico em Programação de Jogos Digitais, ofertado pela escola.

Segundo o estudante, esse período foi decisivo para ampliar o interesse pela área e enxergar a programação como uma possibilidade profissional concreta.

“Foi na escola que consegui aprender sobre programação e decidi ampliar esse conhecimento. Participei de projetos e comecei a enxergar a programação como profissão”, relembra.

Projetos e competições ajudaram a abrir portas

Além das aulas, Jhonata também participou de projetos e competições que reforçaram sua trajetória na tecnologia. Um dos destaques foi o jogo educativo “Polyglot”, desenvolvido em parceria com colegas de turma.

O projeto utiliza inteligência artificial para ensinar idiomas e corrigir a pronúncia dos usuários. A iniciativa foi apresentada em um evento em Brasília e se tornou um dos exemplos de como o ensino de tecnologia e inovação nas escolas da rede pública já produz resultados práticos.

Para o estudante, essas experiências tiveram peso importante no processo de contratação. “Acredito que os projetos que desenvolvi fizeram diferença. Compartilhei tudo no meu perfil, junto com as competições de que participei”, afirma Jhonata, que mora com a mãe e três irmãos.

Planos para o futuro na área de tecnologia

Com o Ensino Médio em fase final, Jhonata já projeta os próximos passos da carreira. Ele pretende seguir na área de tecnologia, com foco em Ciência de Dados ou Engenharia de Software.

Ao olhar para a própria trajetória, o estudante também deixa um recado para outros jovens que ainda estão construindo seus caminhos profissionais. “É importante pensar no futuro e aproveitar as oportunidades que a escola oferece”, completa.

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