Irã reage a Trump e diz controlar Ormuz

Irã afirma controle total do Estreito de Ormuz e reage a ameaças de Trump

Teerã nega pedido de cessar-fogo citado pelo presidente americano e endurece discurso sobre a principal rota do petróleo mundial

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Navio ancorado na costa dos Emirados Árabes Unidos, no Estreito de Ormuz, em Dubai, em 2 de março de 2026
Stringer/Anadolu via Getty Images

O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira (1º) que mantém “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

A declaração foi feita pela Guarda Revolucionária Islâmica, que respondeu diretamente a falas recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o comunicado divulgado em um canal oficial no Telegram, a via marítima está “decisiva e completamente sob controle” da Marinha iraniana. O texto ainda reforça que o estreito não será reaberto “aos inimigos desta nação” sob qualquer tipo de pressão externa.

Escalada de tensão entre Irã e EUA

A reação ocorre poucas horas após Trump afirmar que o Irã teria solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos — informação que, até o momento, não foi confirmada por autoridades iranianas.

O presidente americano condicionou qualquer negociação à reabertura do Estreito de Ormuz e adotou um tom mais agressivo ao declarar que, até lá, os EUA continuariam os ataques contra o país.

As declarações ampliam o clima de tensão entre as duas nações, em um momento considerado sensível para a segurança global e o mercado de energia.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer bloqueio ou restrição na região pode impactar diretamente os preços globais de energia e a economia internacional.

Por isso, a possibilidade de fechamento da rota costuma gerar alerta imediato em governos e mercados financeiros.

Incertezas sobre cessar-fogo

Apesar da fala de Trump, não há confirmação de que o Irã tenha formalmente solicitado um cessar-fogo. Também permanece incerto se autoridades iranianas teriam autonomia para negociar diretamente esse tipo de acordo em nome do regime.

Em declarações anteriores, o próprio presidente americano já havia minimizado a importância da reabertura do estreito para os EUA, sugerindo que isso ocorreria naturalmente após o fim do conflito.

O impasse mantém o cenário indefinido e aumenta o risco de novos desdobramentos nas próximas horas.

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