O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) um acordo de cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, envolvendo também o grupo Hezbollah. A trégua está prevista para começar ainda nesta tarde, segundo o horário de Brasília.
A medida surge em meio à escalada de ataques israelenses no sul do território libanês, elevando tensões na região. O anúncio busca conter o avanço do conflito, mas enfrenta resistência e dúvidas sobre sua efetividade prática.
De acordo com Trump, os líderes dos dois países aceitaram iniciar formalmente a pausa nos confrontos como um passo inicial para reduzir a instabilidade. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou adesão ao acordo, enquanto o governo libanês ainda não havia se posicionado oficialmente até o momento.
Apesar da previsão de trégua, o cenário permanece incerto. O Hezbollah, grupo armado com forte atuação no Líbano e apoiado pelo Irã, sinalizou que só respeitará o cessar-fogo caso haja retirada de tropas israelenses da região. Israel, por sua vez, indicou que não pretende recuar suas forças no curto prazo.
Fontes militares israelenses também apontaram que não há planos imediatos de desocupação do sul do Líbano, área estratégica no atual conflito. Essa divergência é vista como um dos principais obstáculos para a consolidação do acordo.
Analistas internacionais destacam que cessar-fogos temporários na região costumam ser frágeis, especialmente quando não há consenso sobre condições militares no terreno. A exigência de garantias por parte do Hezbollah reforça o clima de desconfiança entre os envolvidos.
Nos bastidores, a possibilidade de um encontro diplomático na Casa Branca entre lideranças de Israel e Líbano foi mencionada por Trump. Caso se concretize, o encontro poderá representar uma rara abertura de diálogo direto entre os dois países, que mantêm relações historicamente tensas desde a década de 1970.
O desfecho da trégua de dez dias será observado de perto pela comunidade internacional, que vê no acordo uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior no Oriente Médio.



