A morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, foi confirmada nesta quinta-feira (16), após acidente envolvendo um carro da Band Minas e um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A confirmação do diagnóstico encerra o protocolo clínico iniciado no hospital e marca o desfecho de um caso que reacende o alerta sobre a segurança em uma das rodovias mais perigosas do país.
Internada no Hospital João XXIII desde quarta-feira (15), a jornalista apresentava traumatismo craniano e múltiplas fraturas. O quadro evoluiu para perda irreversível das funções cerebrais, conforme exames realizados ao longo do dia. A família informou que optou pela doação de órgãos.
No mesmo acidente, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu ainda no local da colisão. Ele dirigia o veículo da emissora no momento do impacto. O corpo foi velado e sepultado em Belo Horizonte nesta quinta-feira.
A equipe retornava de uma reportagem sobre a duplicação da BR-381 — tema recorrente em debates sobre infraestrutura e redução de acidentes. A coincidência entre a pauta e a tragédia reforça a relevância da discussão sobre investimentos e melhorias na rodovia.
A Polícia Civil de Minas Gerais conduz investigação para apurar as causas do acidente. A perícia técnica esteve no local e deve utilizar os vestígios coletados para esclarecer as circunstâncias da colisão.
Alice Ribeiro tinha trajetória consolidada no jornalismo mineiro. Formada pela PUC Minas, passou por diferentes emissoras e atuou em Brasília antes de retornar à capital mineira em 2024. Deixa marido e um bebê.
Rodrigo Lapa, natural de Porto Alegre, também acumulava experiência em coberturas relevantes e era conhecido por ações sociais voltadas a crianças hospitalizadas, onde atuava com atividades circenses.
Em nota, a Band Minas lamentou as perdas e informou que presta assistência às famílias, enquanto aguarda o avanço das investigações.







