Vereadora condenada a 19 anos

Vereadora de Teresina é condenada a quase 20 anos e perde mandato

Justiça Eleitoral aponta esquema com compra de votos, lavagem de dinheiro e organização criminosa

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Foto: Cidadeverde.com

A Justiça Eleitoral do Piauí condenou a vereadora Tatiana Medeiros a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além da perda do mandato e pagamento de multa. A decisão foi tomada por um colegiado de juízes em Teresina e envolve crimes como compra de votos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a sentença, também foi determinada a aplicação de 492 dias-multa e o pagamento de R$ 1 milhão por danos à coletividade. A parlamentar ainda fica proibida de exercer funções públicas.

O julgamento foi conduzido pelos juízes Júnia Maria Feitosa, Raniere Santos Sucupira e José Eduardo Couto de Oliveira. O caso foi analisado em colegiado devido à complexidade do processo, que reuniu diversas acusações e um grande volume de provas.

De acordo com a decisão, ficou comprovada a atuação de uma organização criminosa com divisão de tarefas. O grupo seria responsável pela captação de eleitores, controle de votos e movimentações financeiras irregulares durante o período eleitoral.

A investigação apontou ainda o uso de uma entidade social para intermediar benefícios com o objetivo de influenciar eleitores. O texto da sentença afirma que há comprovação da autoria e materialidade dos crimes atribuídos à vereadora.

A defesa de Tatiana Medeiros informou que considera a decisão injusta e que irá recorrer. O Judiciário também negou o direito de recorrer em liberdade para os apontados como líderes do esquema.

A condenação foi publicada cerca de cinco meses após o julgamento, que ocorreu no fim de novembro de 2025 e teve duração de cinco dias, sendo considerada a mais longa da Justiça Eleitoral no estado.

Tatiana está presa desde abril de 2025, após operação da Polícia Federal que investigou irregularidades na campanha eleitoral de 2024. Inicialmente detida em unidade militar, ela passou a cumprir prisão domiciliar por questões de saúde comprovadas por laudos médicos.

Durante as investigações, o Ministério Público apontou movimentação de mais de R$ 2 milhões de forma ilícita, além de indícios de pagamento a eleitores via transferências bancárias no dia da eleição.

A Justiça rejeitou pedidos da defesa que alegavam nulidade de provas, entendendo que os elementos reunidos são válidos e suficientes para sustentar a condenação. O caso segue agora para instâncias superiores, onde a decisão poderá ser analisada em recurso.

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