Tragédia em mergulho profundo

Mergulhadores italianos morrem em expedição submarina nas Maldivas

Grupo explorava cavernas submarinas a 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu; seis pessoas morreram, incluindo um socorrista.

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Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
Foto: LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova

Os corpos de quatro mergulhadores italianos mortos durante uma expedição submarina nas Maldivas foram localizados nesta segunda-feira (18), segundo informou o governo local. Um quinto integrante do grupo já havia sido encontrado na última quinta-feira (15).

De acordo com a agência italiana Ansa, o resgate dos corpos deve ocorrer entre terça-feira (19) e quarta-feira (20), devido às dificuldades e aos riscos da operação em cavernas submarinas profundas.

As vítimas participavam de uma exploração a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, região conhecida por canais estreitos, fortes correntes e formações submersas consideradas perigosas até para mergulhadores experientes.

Entre os mortos estão Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica, a pesquisadora Muriel Oddenino di Poirino, além dos instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia.

As buscas mobilizaram equipes locais e mergulhadores especializados da Finlândia. Durante a operação, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, que atuava no resgate, morreu no sábado (16) após sofrer problemas relacionados à descompressão.

As autoridades das Maldivas classificaram o caso como o pior acidente de mergulho já registrado no arquipélago. Segundo o porta-voz da presidência local, Mohamed Hussain Shareef, a área explorada possui cavernas tão profundas que normalmente não são acessadas nem por equipes de resgate especializadas.

O grupo teria mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma das regiões mais procuradas por turistas interessados em observar a vida marinha nas Maldivas. O local reúne recifes, túneis naturais e paredões submarinos em meio ao Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital Malé.

Segundo dados da polícia local, 112 turistas morreram em acidentes marítimos nas Maldivas nos últimos seis anos. O arquipélago é considerado um dos destinos de mergulho mais famosos do mundo, atraindo visitantes para resorts e embarcações especializadas em turismo subaquático.

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