A enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, de 26 anos, afirmou à Polícia Civil que tentou salvar Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após a jovem ser lançada sem a corda principal durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A morte foi confirmada ainda no local pelas equipes de resgate.
Segundo o depoimento da profissional, ela seria uma das próximas participantes da atividade e acompanhava a preparação da vítima quando percebeu a movimentação de desespero após a queda. Ao ser levada até Maria Eduarda, iniciou imediatamente os procedimentos de primeiros socorros.
Rayza relatou que encontrou a jovem com sinais vitais muito reduzidos e iniciou as manobras de reanimação. De acordo com a enfermeira, a vítima ainda apresentava uma pulsação fraca nos primeiros instantes, mas o quadro evoluiu rapidamente para parada cardiorrespiratória.
A testemunha também informou que Maria Eduarda permanecia com parte do equipamento de segurança presa ao corpo, porém sem a corda responsável por conter a queda. Ela continuou prestando atendimento até a chegada da ambulância.
Os socorristas precisaram remover o restante dos equipamentos para tentar utilizar um desfibrilador, mas a tentativa não teve resultado. A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura.
Em depoimento, Rayza afirmou que gravava imagens da preparação da vítima e que não percebeu como foi realizada a colocação dos equipamentos. Após a queda, passou a ouvir gritos alertando sobre a ausência da corda.
As investigações apontam que o cabo principal, que deveria estar conectado à participante, permaneceu enrolado na estrutura da ponte. Uma testemunha relatou ainda que não houve a checagem final de segurança antes do salto.
Os três instrutores responsáveis pela atividade foram presos e, segundo a Polícia Civil, não conseguiram explicar como ocorreu a falha. A delegada responsável pelo caso informou que os envolvidos demonstraram confusão ao prestar depoimento e não souberam apontar quem deveria realizar a conferência final dos equipamentos.
Além da apuração sobre a dinâmica do acidente, autoridades discutem a responsabilidade pela fiscalização da Ponte do Esqueleto. Prefeitura de Limeira e governo federal divergem sobre o controle e a segurança da área, enquanto a investigação busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte da jovem.








