Menina morta em ataque brutal

Quatro anos após sequestro, menina de 7 anos é morta em invasão à própria casa no RJ

Eduarda Cruz foi baleada durante invasão à residência da família; criança já havia sido ameaçada por criminosos em um sequestro ocorrido há quatro anos.

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Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, morreu ao ser baleada no rosto durante invasão na casa em que morava com os pais em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Foto: Reprodução

Na madrugada desta segunda-feira, uma menina de 7 anos morreu após ser baleada durante uma invasão à residência da família no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A vítima, Eduarda Cruz dos Santos Bastos, foi atingida na cabeça enquanto tentava se esconder dos criminosos dentro de casa.

Segundo relatos da mãe da criança, cinco homens armados invadiram o imóvel após pularem o muro dos fundos da residência. Os suspeitos dispararam contra portas para entrar na casa e se apresentaram como integrantes de uma força policial, ordenando que os moradores se rendessem.

Durante a ação, o pai da menina teria deixado o imóvel em busca de ajuda. A mãe permaneceu na residência com a filha e orientou a criança a se esconder em um closet. De acordo com o relato, os invasores localizaram Eduarda no local e um dos criminosos efetuou o disparo que a atingiu.

Após o tiro, os suspeitos deixaram a residência. A mãe da criança procurou ajuda com vizinhos e levou a filha ao Hospital Municipal de Nova Iguaçu. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, Eduarda chegou à unidade em estado gravíssimo, recebeu atendimento emergencial, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

O caso ganhou ainda mais repercussão após pessoas próximas à família relatarem que esta não foi a primeira vez que Eduarda esteve sob ameaça de criminosos. Há cerca de quatro anos, quando tinha apenas 3 anos, a menina foi mantida como refém durante uma invasão à mesma residência. Na ocasião, criminosos teriam sequestrado a criança junto dos pais para exigir a entrega de armas que pertenciam ao pai.

Segundo testemunhas, durante aquele episódio, uma arma chegou a ser apontada para a cabeça da menina enquanto os invasores faziam ameaças contra a família.

Descrita pela mãe como uma criança tranquila, estudiosa e carinhosa, Eduarda sonhava em seguir carreira na polícia para ajudar e proteger outras pessoas. A menina completaria 8 anos no próximo dia 20 de julho.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso. Os agentes trabalham para identificar os autores da invasão, esclarecer a motivação do crime e apurar se o pai da criança era o verdadeiro alvo dos criminosos. Os pais da vítima já prestaram depoimento e a investigação segue em andamento.

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