A dívida bruta do governo geral voltou a crescer em maio e alcançou 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Banco Central. O montante chegou a aproximadamente R$ 10,6 trilhões, marcando o maior nível registrado desde 2021.
Em relação a abril, o indicador avançou 0,9 ponto percentual. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, pelo pagamento de juros da dívida e pelo desempenho das contas públicas ao longo do mês.
No mesmo período, o setor público consolidado fechou maio com déficit primário de R$ 56,1 bilhões. O governo federal concentrou a maior parte do resultado negativo, enquanto estados e municípios também registraram saldo deficitário. As empresas estatais, por outro lado, encerraram o mês com superávit.
No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit do setor público atingiu R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do PIB. O resultado aponta uma piora do quadro fiscal em comparação com os períodos anteriores.
O comportamento da dívida pública é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e por investidores, já que o indicador influencia as expectativas para inflação, taxa de juros, custo do crédito e capacidade do governo de manter o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.
Os números divulgados pelo Banco Central passam a integrar o monitoramento das finanças públicas brasileiras e servirão como referência para as próximas avaliações sobre a política econômica e a evolução do cenário fiscal do país.
Informações CNN Brasil






