Polícia desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e clonagem de WhatsApp no PI

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A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Chip Falso, em Teresina, para combater um grupo suspeito de assumir ilegalmente linhas telefônicas de vítimas, invadir contas bancárias, clonar perfis no WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados do país. Dez pessoas foram presas e outras cinco seguem sendo procuradas.

De acordo com as investigações, os suspeitos mantinham uma base de atuação em uma residência localizada no bairro Monte Castelo, na Zona Sul da capital. O imóvel, chamado pelos policiais de “Casa da Fraude”, era utilizado para obter documentos, números de CPF e dados biométricos de pessoas, informações que serviam para burlar os sistemas de segurança de operadoras de telefonia.

Segundo o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o grupo utilizava esses dados para alterar a titularidade de linhas telefônicas pertencentes a vítimas de diversos estados brasileiros.

A prática criminosa é conhecida como SIM Swap, fraude que consiste na transferência indevida de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso à linha, os investigados conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e, assim, invadir contas e aplicativos.

Ainda conforme a Polícia Civil, o esquema permitia o acesso a contas bancárias, a realização de transferências não autorizadas, compras com cartões das vítimas e a tomada de controle de contas no WhatsApp. A partir disso, os criminosos também se passavam pelas vítimas para solicitar dinheiro a familiares e conhecidos e aplicar golpes, como o do falso advogado.

Em entrevista à TV Clube, o delegado Humberto Mácola afirmou que o controle das linhas telefônicas era suficiente para provocar uma série de prejuízos às vítimas, já que os códigos de verificação eram direcionados aos aparelhos em poder dos investigados.

As investigações identificaram mais de 50 vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

O delegado também alertou que pessoas que cedem documentos, contas bancárias ou cadastros para terceiros podem responder criminalmente caso participem de esquemas ilegais. Segundo ele, empresas e plataformas digitais mantêm mecanismos de segurança e atuam em parceria com as autoridades para identificar esse tipo de crime.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí.

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