Reação alérgica durante ritual de voo solo termina com morte de piloto

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A morte do engenheiro Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, durante uma comemoração em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, está sendo investigada pela Polícia Civil. O jovem passou mal após receber um óleo utilizado em motores de aeronaves durante um ritual realizado depois de concluir o primeiro voo solo.

De acordo com as informações apuradas pela polícia, Gustavo apresentou uma reação anafilática logo após o contato com a substância. Em seguida, sofreu crises convulsivas e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele foi levado para uma unidade hospitalar, mas sofreu uma terceira parada cardiorrespiratória e morreu.

O chamado “banho de óleo” é uma prática adotada por algumas escolas de aviação para marcar etapas importantes da formação de pilotos, especialmente a realização do primeiro voo solo. O procedimento consiste em despejar óleo sobre o aluno como forma de celebração.

Nas redes sociais, familiares lamentaram a perda. Uma prima afirmou que Gustavo havia acabado de realizar um dos maiores sonhos da vida e relatou que a reação alérgica ocorreu logo após o ritual. Já a irmã destacou a dedicação do jovem ao longo dos anos para conquistar o objetivo de se tornar piloto e disse que a família acompanhou toda a trajetória até aquele momento.

O homem apontado como responsável por despejar o produto sobre Gustavo foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (16). Segundo a Polícia Civil do Paraná, ele confirmou que participou da comemoração e aplicou o óleo durante o ritual.

A ocorrência foi registrada, inicialmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Conforme a investigação, até o momento não foram encontrados elementos que indiquem que o suspeito desejava provocar a morte da vítima.

A autoridade policial fixou fiança de R$ 3 mil, medida prevista para esse tipo de enquadramento criminal. A Polícia Civil esclareceu que o valor possui natureza processual e não representa qualquer forma de indenização à família ou antecipação de pena.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso. Entre os pontos analisados estão a composição do óleo utilizado, a quantidade aplicada, as partes do corpo atingidas e a eventual relação entre a substância e a morte do piloto.

Também foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial. Além disso, testemunhas, participantes da celebração e familiares serão ouvidos ao longo da investigação. Procurada pela equipe de reportagem do SBT, a escola de aviação não havia se manifestado até a publicação da matéria.

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