O Piauí ganhará no próximo dia 28 de novembro o seu primeiro o Laboratório de Combate a Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. O anúncio foi feito ontem pelo delegado da Polícia Federal Roberto Biasoli, durante a Plenária Anual da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla 2015), que termina hoje em Teresina.
O Laboratório de Tecnologia no Combate a Corrupção e à Lavagem de Dinheiro foi criado como meta da Enccla para elaborar ferramentas tecnológicas que apoiam a investigações sigilosas. A equipe responsável pelo laboratório pode ter acesso a programas de computadores produzidos para coletar e analisar dados sobre o assunto pesquisado. O órgão ficará sob cargo da Polícia Civil.
Foto: Elias Fontenele/O Dia

Roberto Biasoli diz que a união dos órgãos é importante
Atualmente, existem 27 laboratórios de tecnologia no combate à corrupção em todo o Brasil. Em março, o número deve alcançar 43. Alguns trabalham especificamente para alguns assuntos. A Receita Federal, por exemplo, tem investido na tecnologia para descobrir indícios de crimes no setor pela qual é responsável.
Para Biasoli, que atua como coordenador de articulação institucional do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, “a atuação da Enccla permite uma relação estratégica do Estado no combate a crimes. Como o crime é organizado, instituições do Estado precisam trabalhar em harmonia, executando ações para inibir crimes. A união de órgãos é o que há de mais relevante no Enccla, por proporcionar condições de atuação conjunta contra a corrupção”.
Esse é o 12º encontro da Enccla, formada em 2003 como objetivo de articular órgãos, entidades públicas e sociedade civil para atuarem na prevenção e no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
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