Sem Facebook e Instagram. Foi assim que começou a Quaresma da jovem piauiense Brenda Kelly, 22 anos. Como forma de penitência e jejum, ela deixou as duas redes sociais e vai passar os 40 dias ‘offline’. Em anos anteriores, Brenda já havia deixado de lado novelas, chocolates, doces e desta vez decidiu abster-se das redes de relacionamento.
A entrevista com a estudante de enfermagem foi marcada pelo WhatsApp, aplicativo que ela deixou de fora da penitência. A jovem garantiu não ser viciada, mas classificou a relação com as redes sociais como “algo inseparável”.
Se antes Brenda se importava muito em não ficar desconectada e levava na bolsa um carregador de celular e outro portátil, agora a realidade é outra.
“Não me considero viciada, mas acredito que a grande questão que motivou a me abster do Facebook e do Instagram é que eu perco muito tempo nas redes sociais. Passo grande parte do dia online, quase o dia todo. Acesso durante os intervalos da aula, ou mesmo quando estou livre”, contou.
“Quem me conhece sabe que vivo com o celular na mão, carregador de celular na bolsa e ainda um carregador portátil. É algo inseparável. Não diria que é um vício, mas algo que realmente eu gosto muito”, disse.
Quaresma é tempo de penitência, oração e conversão. Durante esse período, muitos católicos seguem à risca a tradição milenar de trocar a carne vermelha por peixe. Mas para a Igreja, segundo o arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, essa tradição não é mais uma obrigatoriedade. Por isso, a troca do alimento é apenas uma das mais variadas opções de renúncia que o fiel pode praticar durante o período religioso.





