A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira, 17, um dos envolvidos em roubos de cabos telefônicos em Oeiras.
O homem identificado pelas iniciais F.F.B.S. foi detido após investigação feita pela Polícia Civil, que tinha como prova um vídeo em que mostra o acusado roubando cabos de rede de telecomunicação no centro da cidade.
Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 16, a Defensora Pública, Dra. Marcely Santos de Sousa, solicitou a revogação da decisão que decretou a prisão do investigado, o que não foi acatado pelo Ministério Público, através da promotora Dra. Ednólia Evangelista de Almeida, que se manifestou contrária à revogação pleiteada, mantendo-se a prisão do investigado, em razão do enquadramento nos requisitos legais para que seja decretada a prisão preventiva.
Na sequência, o exceltissimo juiz, Dr. Rafael Mendes Palludo, proferiu decisão oral com a seguinte parte dispositiva:
“Observo no presente caso a possibilidade de substituição da prisão provisória por medidas cautelares diversas da prisão, razão pela RECONSIDERO a decisão que decretou a prisão do investigado e CONCEDO A LIBERDADE PROVISÓRIA a F. F. B. S. com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”.
As medidas são as seguintes:
a) Comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades, até o dia 10 de cada mês;
b) não se ausentar da Comarca sem autorização deste juízo, por mais de 07 (sete) dias;
c) comunicar a este juízo qualquer mudança de endereço;
d) comparecer a todos os atos processuais a que for intimado;
e) recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 06h, pelo período de 03 (três) meses.
O acusado foi posto em liberdade ainda nesta quarta-feira, 16, mesmo com provas contra ele. A impressão que fica, é que a polícia cumpre seu papel prendendo os autores de delitos e a justiça solta. Eis o motivo pelo qual parte da população ao ser noticiada a prisão de algum acusado de crime sempre repete: “Jajá está solto! A polícia prende a justiça solta.”
Em tempo, os acusados a seu favor ainda têm a Lei de Abuso de Autoridade, que impede a publicação de fotos e seus nomes. Desse jeito “fica fácil viver na criminalidade!”
Por Romário Britto com informações do Mural da Vila







