O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado a um ano de prisão por fraude fiscal cometida em 2014, período em que comandava o Real Madrid. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (3) por um tribunal espanhol, que também determinou o pagamento de multa no valor de 387 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões).
A condenação refere-se à omissão do pagamento de impostos sobre rendimentos provenientes de direitos de imagem. Embora tenha sido absolvido por acusações semelhantes relativas ao ano seguinte, 2015, o treinador de 65 anos foi considerado culpado por não declarar corretamente os ganhos obtidos em 2014.
De acordo com o Ministério Público espanhol, Ancelotti criou uma estrutura complexa de empresas de fachada com o objetivo de ocultar parte dos seus rendimentos e reduzir a carga tributária. O órgão estimou que a sonegação somou aproximadamente 1,06 milhão de euros (R$ 6,6 milhões).
Durante o julgamento, realizado entre os dias 2 e 3 de abril em Madri, Ancelotti negou qualquer intenção de burlar o fisco e alegou desconhecimento sobre a ilegalidade do modelo utilizado, supostamente proposto pelo próprio clube. Segundo ele, a prática era comum entre atletas e treinadores na época.
A legislação espanhola prevê que penas inferiores a dois anos por crimes não violentos, como é o caso, dificilmente resultam em prisão efetiva para réus primários. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que está acompanhando o caso, que segue sob responsabilidade do staff pessoal do treinador.
Apesar da condenação, Ancelotti segue à frente da seleção brasileira. Ele desembarca nos Estados Unidos nesta sexta-feira para acompanhar a final do Mundial de Clubes.
Fonte: O Globo.







