Apple prepara MacBook acessível com chip de iPhone para disputar mercado educacional

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MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A Apple está desenvolvendo um novo MacBook de baixo custo, com chip de iPhone e preço inferior a US$ 1.000, para competir diretamente com os Chromebooks e PCs de entrada no setor educacional e corporativo. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026, segundo informações da Bloomberg.

A iniciativa marca uma mudança importante na estratégia da empresa, tradicionalmente voltada para produtos premium. O projeto, identificado pelo codinome J700, já estaria em fase de testes e produção inicial com fornecedores asiáticos.

O novo modelo usará um processador derivado do iPhone, em vez dos chips da série M, comuns nos computadores da marca. Essa será a primeira vez que um chip móvel equipará um Mac. Testes internos indicaram que o desempenho do novo componente supera o do M1, lançado em 2020.

Para reduzir custos, a Apple deve optar por uma tela LCD menor que 13,6 polegadas, diferente das telas mais avançadas dos atuais MacBooks Air e Pro. A proposta é oferecer a experiência completa do macOS a um público que busca desempenho e portabilidade, mas com preço reduzido.

O novo laptop ficaria em uma faixa semelhante à do iPad básico com teclado Magic Keyboard Folio, porém com funcionalidades típicas de um computador completo. Hoje, o MacBook Air M4, modelo mais acessível da marca, custa R$ 12.999 no Brasil, enquanto Chromebooks chegam ao mercado por valores bem menores.

O crescimento recente da linha Mac também motiva o projeto. No último trimestre, a categoria registrou alta de 13%, alcançando US$ 8,73 bilhões (R$ 47,1 bilhões).

Segundo a Bloomberg, a Apple enxerga o movimento como resposta à expansão dos Chromebooks e à oportunidade de atrair usuários de Windows 10, que resistem à atualização para o Windows 11. Dados da consultoria IDC apontam que a empresa detém cerca de 9% do mercado global de PCs, ocupando a quarta posição, atrás de Lenovo, HP e Dell.

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