Um astronauta registrou imagens raras da aurora boreal observada diretamente do espaço. O vídeo, divulgado nesta quinta-feira, mostra o fenômeno a partir da órbita da Terra, revelando as chamadas “cortinas de luz” se formando e se deslocando rapidamente sobre o planeta.
O registro foi feito pelo astronauta japonês Kimiya Yui, a bordo da Estação Espacial Internacional. Em formato de time-lapse, a gravação condensa em poucos segundos um espetáculo que, a olho nu, dura vários minutos, permitindo acompanhar a intensidade e o movimento das luzes na atmosfera.
Fenômeno foi observado a partir da Estação Espacial Internacional
Nas imagens, o brilho esverdeado e avermelhado surge como um arco luminoso que acompanha a curvatura da Terra. Do ponto de vista orbital, a aurora boreal ganha uma dimensão diferente, destacando a interação entre a atmosfera e o campo magnético do planeta.
A técnica de time-lapse acelera o fenômeno e evidencia a dinâmica das luzes, que se espalham e se dissipam rapidamente. Esse tipo de registro é considerado raro, já que a observação a partir do espaço oferece uma perspectiva pouco acessível até mesmo para pesquisadores.
Como surge a aurora boreal
A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas de energia emitidas pelo Sol atingem o campo magnético da Terra. Durante períodos de maior atividade solar, essas partículas são direcionadas principalmente para as regiões polares.
Ao colidirem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, os átomos são excitados e passam a emitir luz. O oxigênio é responsável, em geral, pelos tons verdes e avermelhados, enquanto o nitrogênio produz colorações azuladas e arroxeadas. Por isso, o fenômeno é mais comum em áreas como o norte da Europa, Canadá, Alasca e Groenlândia.
Laboratório a 400 quilômetros da Terra
O vídeo foi gravado da Estação Espacial Internacional, que orbita a aproximadamente 400 quilômetros de altitude. A ISS funciona como um laboratório permanente, onde astronautas realizam pesquisas em áreas como fisiologia humana, biologia, física, radiação e engenharia.
Além do impacto visual, registros como o divulgado por Kimiya Yui contribuem para a ciência. Eles ajudam a compreender melhor a relação entre o Sol e o campo magnético da Terra, interação que pode afetar sistemas de comunicação, navegação por satélite e até redes elétricas em solo.







