Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo que indica a possível existência de um novo planeta no Sistema Solar. O corpo celeste, chamado provisoriamente de Planeta Y, teria dimensões semelhantes às da Terra e estaria localizado além de Netuno, na região conhecida como Cinturão de Kuiper, segundo publicação da Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters, em 21 de agosto de 2025.
A equipe analisou as órbitas de 154 objetos do Cinturão de Kuiper e observou que, a partir de cerca de 80 unidades astronômicas do Sol — o equivalente a 12 bilhões de quilômetros —, esses corpos apresentam uma inclinação incomum. O fenômeno não pode ser explicado apenas pela gravidade dos planetas já conhecidos.
Com base em simulações computacionais, os cientistas sugerem que o desvio pode ser causado por um planeta com massa entre a de Mercúrio e a da Terra, orbitando entre 100 e 200 vezes a distância da Terra ao Sol. Essa distância extrema torna sua detecção um desafio para os telescópios disponíveis atualmente.
Os astrônomos ressaltam que o Planeta Y é diferente do chamado “Planeta 9”, proposto em estudos anteriores. O novo corpo hipotético teria uma órbita levemente inclinada, com aproximadamente 15 graus, e massa suficiente para alterar o alinhamento de objetos menores ao seu redor.
A confirmação da existência do Planeta Y poderá vir de futuras observações conduzidas pelo Observatório Vera C. Rubin, que deve iniciar levantamentos mais detalhados do espaço profundo nos próximos anos. Caso seja comprovada, esta seria a primeira descoberta de um novo planeta no Sistema Solar desde Netuno, há mais de 170 anos, segundo o portal G1.




