As autoridades das Maldivas concluíram nesta quarta-feira (20) a retirada dos corpos dos quatro mergulhadores italianos que desapareceram durante uma expedição subaquática no atol de Vaavu, um dos destinos turísticos mais conhecidos do país asiático.
Segundo o governo local, os corpos estavam localizados na parte mais profunda da caverna explorada pelo grupo e foram encontrados praticamente lado a lado. O resgate mobilizou equipes da guarda costeira, policiais e mergulhadores especializados que atuaram durante vários dias na operação.
Os italianos desapareceram na última quinta-feira (13), enquanto participavam de uma atividade de mergulho organizada a partir da embarcação Duke of York. O grupo fazia parte de uma viagem com outros 20 turistas italianos, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores da Itália.
As buscas começaram logo após o desaparecimento ser comunicado. O primeiro corpo localizado foi o do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, encontrado próximo à entrada da caverna submersa. Nos dias seguintes, as equipes localizaram os corpos da professora associada de ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, da filha dela, Giorgia Sommacal, do biólogo marinho Federico Gualtieri e da pesquisadora Muriel Oddenino.
De acordo com as autoridades locais, um sexto mergulhador que integrava o grupo decidiu permanecer na embarcação e não entrou na água no momento da exploração. Ele não sofreu ferimentos.
Os dois últimos corpos foram retirados da caverna com auxílio de três mergulhadores finlandeses especializados em operações profundas. A ação contou ainda com apoio da guarda costeira e da polícia das Maldivas.
Após o resgate, os corpos foram encaminhados para um necrotério, onde passarão pelo processo oficial de identificação antes da repatriação para a Itália. O governo das Maldivas informou que trabalha em conjunto com autoridades italianas para organizar os procedimentos diplomáticos e funerários.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou que a Cruz Vermelha ofereceu acompanhamento psicológico aos turistas italianos que permaneceram na embarcação após o acidente. Nenhum dos sobreviventes ficou ferido.
O caso chamou atenção internacional e reacendeu debates sobre segurança em mergulhos de exploração em cavernas subaquáticas, consideradas atividades de alto risco até mesmo para profissionais experientes. As autoridades locais ainda investigam as circunstâncias do acidente.


