Celso Sabino entrega carta de demissão do Ministério do Turismo

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Celso Sabino e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial, no Palácio do Planalto em agosto de 2024 — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Celso Sabino e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião Ministerial, no Palácio do Planalto em agosto de 2024 — Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), oficializou nesta sexta-feira (26) seu pedido de demissão do governo federal. A decisão cumpre determinação do União Brasil, que exigiu a saída de todos os seus filiados de cargos na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sabino, que estava à frente da pasta há dois anos, permanecerá no cargo até a próxima quinta-feira (2) a pedido de Lula, para acompanhá-lo em Belém durante a entrega de obras ligadas à preparação da COP30. “Entreguei ao presidente a minha carta e o meu pedido de saída, cumprindo a decisão do meu partido. Minha vontade era continuar o trabalho, mas vou cumprir essa determinação”, declarou.

Deputado federal licenciado pelo Pará, Sabino deve reassumir sua cadeira na Câmara após a saída do ministério. Ele relatou que buscou manter diálogo com Lula e aliados para permanecer até a COP30, marcada para novembro em Belém, mas não obteve êxito.

A direção nacional do União Brasil aprovou resolução no último dia 18 determinando que filiados desocupem cargos no Executivo em até 24 horas, sob risco de punições que podem chegar à expulsão. A medida foi interpretada como um gesto de rompimento com o governo federal após denúncias que citaram o presidente da sigla, Antonio de Rueda, em suposta ligação com o PCC, o que ele nega.

Apesar da decisão partidária, os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Juscelino Filho (Comunicações) não serão afetados, pois não são filiados e ocupam as pastas por indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Fonte: G1 Globo.

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