Novas imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS revelaram um brilho esverdeado após sua reaparição do outro lado do Sol. As observações foram realizadas no dia 26 de novembro pelo telescópio Gemini North, localizado em Maunakea, no Havaí, e divulgadas na sexta-feira, 12, pelo Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica e Infravermelha da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF NOIRLab). As informações são do site NOIRLab.
Segundo o comunicado oficial, os registros mostram alterações visuais no cometa após o período de maior aproximação do Sol. Antes observado com tonalidade avermelhada em imagens captadas no Chile, o 3I/ATLAS passou a apresentar um brilho verde sutil, indicando mudanças em sua atividade física e química.
Os pesquisadores explicam que a coloração esverdeada é resultado da emissão de luz por gases presentes na coma do cometa, nuvem formada por gás e poeira que envolve o núcleo. Esses gases sublimam à medida que o objeto se aquece com a radiação solar, produzindo o efeito observado nas novas imagens.
Após emergir de trás do Sol, o cometa voltou a ser identificado nas proximidades de Zaniah, um sistema estelar triplo localizado na constelação de Virgem. Ainda não há confirmação de como o 3I/ATLAS irá se comportar à medida que se afasta da região interna do Sistema Solar e começa a esfriar.
De acordo com o NOIRLab, muitos cometas apresentam reações tardias ao calor solar. O aquecimento pode levar tempo para penetrar no interior do corpo, o que pode ativar a evaporação de novos compostos químicos ou até provocar episódios eruptivos.
O 3I/ATLAS seguirá sendo monitorado pelo observatório Gemini durante sua saída do Sistema Solar. O acompanhamento busca identificar possíveis mudanças na composição gasosa e no comportamento do cometa ao longo do tempo. Mais informações podem ser acessadas em https://noirlab.edu.
As observações integraram uma sessão do programa Shadow the Scientists, iniciativa de divulgação científica que permite ao público acompanhar, em tempo real, o trabalho de pesquisadores durante observações astronômicas. A atividade científica foi liderada por Bryce Bolin, pesquisador da Eureka Scientific.







