Os 133 cardeais reunidos no Vaticano não alcançaram consenso nesta quinta-feira (8) para eleger o sucessor do papa Francisco, falecido em abril. A segunda votação do conclave na Capela Sistina terminou sem definição, mantendo a expectativa de novas rodadas nas próximas horas. O processo exige pelo menos 89 votos (dois terços do colégio) para validar a escolha.
Na manhã desta quinta, fiéis acompanharam a emissão de fumaça preta da chaminé da capela – sinal de que nenhum nome obteve maioria. Desde quarta-feira (7), os religiosos votaram quatro vezes, seguindo o cronograma que prevê até quatro votações diárias. Caso o impasse persista após três dias, haverá pausa para oração e debates. Se ultrapassar 24 tentativas sem acordo, a eleição poderá ser decidida por maioria simples.
O conclave ocorre em isolamento total, com os cardeais hospedados no Vaticano até a decisão. Entre os favoritos estão o italiano Pietro Parolin, ex-secretário de Estado do Vaticano, o filipino Luis Antonio Tagle e o congolês Fridolin Ambongo. Nomes como o brasileiro Dom Sérgio da Rocha também ganham destaque.
Processo e Simbologia
A cada votação, as cédulas são queimadas com produtos químicos que geram fumaça preta (sem consenso) ou branca (novo papa eleito). Nesta quinta, os horários das próximas etapas foram:
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5h30 (Brasília): Primeira votação (sem fumaça);
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7h00: Segunda rodada (fumaça preta);
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12h30 e 14h00: Terceira e quarta votações, com emissão de fumaça apenas se houver definição.
Historicamente, conclaves recentes, como os de Francisco (2013) e Bento XVI (2005), duraram dois dias.
Etapas Pós-Eleição
Após a escolha, o eleito responde em latim se aceita o cargo e define seu nome papal. Em seguida, veste os paramentos na “Sala das Lágrimas” e se apresenta na sacada da Basílica de São Pedro, no tradicional Habemus Papam.
Especialistas destacam a complexidade do momento, com pressões por um líder que equilibre tradição e mudanças, especialmente em temas como justiça social e transparência.
Fonte: Cidade Verde.







