Crônica: Maria do Bar/Maria de Zelinda: complexo de formiga!

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Tenho uma amiga que – mesmo que eu repita todo o dia – temo que ela ainda não se tenha dado conta do quanto eu a admiro e respeito, do tanto que eu gosto dela!

MariaA propósito, esta linda está, no momento, em Brasília, e eu adoraria que ela estivesse lá curtindo e se divertindo, mas não; a Maria do Bar nunca sai pra se divertir pois ela sofre de uma síndrome, o Complexo de Formiga!

Esta pessoa, boa e generosa, que adotou não sei quantos filhos, que adora gatos e que fica toda sem graça quando eu digo que é linda foi, quando tinha nove anos de idade, babá do futuro (ex) prefeito de Oeiras, Tiel Reis, dai ser, também, conhecida como a Maria de Zelinda (a mãe de Tiel).

Não vou entrar em detalhes, seria enfadonho e desnecessário, do como comecei a frequentar o seu bar, localizado no antigo mercado de frutas e verduras de Oeiras, hoje maldosamente chamado de inferninho, mas esta aproximação tem tudo a ver com a sua amiga, confidente e secretária Rosefran Maria, pessoa linda que, também, goza do meu mais sincero afeto!

O fato é que, quanto mais eu conheço a Maria do Bar, maior se torna a minha admiração e respeito por ela que, quando não está cuidando do bar, cuida de sua propriedade, que ela chama de “roça” e que me fornece os ovos caipiras que consumo e, atualmente, os deliciosos cajus que me servem de tiragosto.

Tudo o que eu falei acima é a pura verdade mas, francamente, eu não gostaria menos dela, talvez pelo contrário, se ela abrisse a guarda e se permitisse libertar o seu lado “cigarra” que ela insiste em esconder. Adoraria vê-la alegre, dançando, cantando, rindo! Como todo mundo, a minha querida amiga merece, aliás, eu diria, mais do que a maioria de nós, estes momentos de puro lazer! Te amo, Maria do Bar!

Em tempo: A Maria do Bar foi a Brasília visitar um parente doente. Em outra oportunidade, foi a São Paulo com o mesmo propósito – sua irmã estava muito doente – mas lá permaneceu por poucas horas pois, quando chegou, a irmã já havia falecido. Voltou a Oeiras no mesmo avião que transladava o corpo da irmã para ser enterrado na Velhacap.

 

Por Joca Oeiras
Por Joca Oeiras

 

 

 

 

 

 

 

 

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