Eclipse da Lua em 3 de março será parcial no Brasil

Fenômeno conhecido como “Lua de sangue” terá visibilidade limitada no país

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Eclipse total da lua no Cairo, Egito, em setembro de 2025. ‘Lua de Sangue’.
Foto: Reuters/Amr Abdallah Dalsh

Nas primeiras horas de 3 de março de 2026, um eclipse lunar total poderá ser observado em várias partes do mundo. O fenômeno, que deixa a Lua com coloração avermelhada intensa — popularmente chamada de “Lua de sangue” — será visto apenas de forma parcial no Brasil, com limitações em diversas regiões.

O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados e o planeta projeta sua sombra sobre o satélite natural. Esse tipo de fenômeno só ocorre durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua entra totalmente na parte mais escura da sombra terrestre, chamada umbra, ocorre o eclipse total — momento em que surge o tom vermelho-alaranjado característico.

Eclipse total será visível na Ásia e no Pacífico

O eclipse completo poderá ser observado ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e no início da manhã na América do Norte, América Central e no extremo oeste da América do Sul.

Na África e na Europa, o fenômeno não será visível.

Já na Ásia Central e em grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, o eclipse será apenas parcial.

O que será possível observar no Brasil

No território brasileiro, a Lua estará nascendo quando o eclipse já estiver em andamento. Isso significa que parte do fenômeno ocorrerá antes mesmo de o satélite surgir no horizonte.

À medida que a Lua ganhar altura no céu, o restante do eclipse parcial acontecerá já próximo ao amanhecer. Com o aumento da luminosidade solar, a observação ficará prejudicada.

De acordo com mapas astronômicos, quanto mais a oeste do Brasil, maior será a porção visível do eclipse parcial. Áreas próximas ao Amazonas terão melhores condições de observação.

Já regiões do leste — incluindo trechos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, parte da Bahia, Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro — praticamente não conseguirão acompanhar o fenômeno.

No Nordeste, Sul e Sudeste, a tendência é que a maioria do público veja apenas a fase penumbral, quando a Lua entra na parte mais externa da sombra da Terra. Nessa etapa, o escurecimento é sutil e pode passar despercebido.

Por que a Lua fica vermelha?

Mesmo completamente encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre espalhamento — o mesmo processo que deixa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado.

A atmosfera bloqueia os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, e permite que os tons avermelhados atinjam a superfície lunar. O resultado é a aparência da chamada “Lua de sangue”.

É preciso proteção para observar?

Não. Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar não oferece risco à visão. Ele pode ser observado a olho nu.

Binóculos e telescópios ajudam a perceber detalhes da superfície lunar e da progressão da sombra, mas não são obrigatórios.

Outros fenômenos astronômicos e eventos científicos podem ser acompanhados em nossa editoria de Ciência e Tecnologia.

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