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Eleito, Wellington Dias diz que vai decretar emergência na segurança e saúde

O senador Wellington Dias (PT), 53 anos, conquistou seu terceiro mandato como governador do Piauí com 63,03% dos votos, derrotando no primeiro turno das eleições, o governador Zé Filho (PMDB), que obteve 33,30% dos votos. Ele governou o Piauí de 2003 a 2010.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 3.306.044 dos votos apurados (98,36%), Wellington Dias obteve 1.033.935 votos contra 546.345 obtidos por Zé Filho. O ex-governador Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa (PSC) obteve 25.384 votos (1,55%) ficou em terceiro lugar; seguido de Maklandel Aquino (PSOL), que obteve 22.130 (1,35%); Daniel Solon obteve 6.366 votos (0,39%). Neto Sambaíba obteve 4.135 votos (0,25%); e Lourdes Melo obteve 2.142 votos (0,13%). Os votos brancos somaram 65.761 (3,52%) e os votos nulos ficaram em 161. 766(8,70%).

A vitória de Wellington Dias foi comemorada por seus partidários e eleitores com festa no Clube do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apecef), na zona Leste de Teresina. A surpresa das eleições do Piauí foram a vitória do ex-prefeito de Teresina Elmano Férrer (PTB), que venceu o ex-governador Wilson Martins (PSB), o primeiro governador do Piauí a sair do cargo e não se reeleger. No lugar de Wellington Dias no Senado vai assumir sua primeira suplente, Regina Sousa, presidente do PT no Piauí.

Em sua primeira entrevista como governador, Wellington Dias, anunciou que assim que assumir vai decretar situação de emergência e de calamidade na segurança pública, com a convocação de forças federais para reduzir os homicídios que chegaram a 300 este ano. “As áreas de saúde e de segurança pública já estão em calamidade. Veja que já faz três ou quatro anos que são decretados estados de emergência para a situação da seca. Por que se faz isso? Porque há um risco real de pessoas ficaram desabastecidas de água e de sede, outras podem morrer de fome, perder sua produção, estão sem renda, lamento inclusive e não pagamento do Seguro-Safra. O que é verdade é que hoje há uma rede de proteção a partir do decreto de emergência que protege as pessoas da seca. Pessoas neste instante estão morrendo por falta de um programa, de homens, de policiais, de equipamentos, de armamento e de viaturas na área da segurança. Eu acho que os próprios policiais estão desprotegidos. O delegado Ademar Canabrava quando é atingido já na sua própria casa mostra que essa falta de apoio à polícia é um risco mesmo para o policial. Eu quero com o decreto de emergência ter forças federais no primeiro momento, enquanto a gente tem tempo de organizar, tem tempo de fazer concursos ou chamar concursados, treinar, qualificar, ter um plano de ação a partir do primeiro dia e botar na cadeia pessoas que praticam crimes, proteger homens e mulheres de meu Estado. A mesma coisa acontece na área de saúde, de falta pagamento dos profissionais, de falta do repasse para atividades vitais. Agora, o governo suspendeu o atendimento para vários setores do Estado, em razão disso. Por não ter o atendimento. Quero tratar com prioridade os dois casos e ter o apoio da presidente Dilma, que eu imagino ter a vitória, para ter a vitória para proteger as pessoas. Eu quero proteger e atuar todas as áreas e nesses dois casos de forma emergencial”, disse Wellington Dias.

O candidato derrotado, Zé Filho anunciou que sua coligação vai ingressar com várias ações para pedir a cassação do mandato de Wellington Dias por compra de votos. “Nunca se comprou tantos votos no Piauí como fez agora o PT”, falou Zé Filho.

Exclusivo: Wellington Dias anuncia decretação de emergência na segurança e saúde e convocar Forças Federais para reduzir homicídios

Meio Norte – Quais são as primeiras medidas que o senhor adotará nos primeiros dias governador do Piauí?

Wellington Dias – Eu vou executar um projeto de desenvolvimento do Piauí, um desenvolvimento com obras voltado para fazer a economia crescer, para o desenvolvimento econômico, programas para o desenvolvimento social e queremos trabalhar de maneira muito forte nas pessoas, principalmente na educação, ampliando o conhecimento, ampliando a qualificação profissional de curto prazo, de nível médio, superior e de pós-graduação, que nós vamos ter uma sociedade cada vez mais democrática, com mais renda, com mais qualidade de vida, mais preparada para o mundo atual.

Meio Norte – O senhor tem falado na intervenção nas áreas de segurança e de saúde. Como será esta intervenção nas áreas de segurança pública e saúde?

Wellington Dias – As áreas de saúde e de segurança pública já estão em calamidade. Veja que já faz três ou quatro anos que são decretados estados de emergência para a situação da seca. Por que se faz isso? Porque há um risco real de pessoas ficaram desabastecidas de água e de sede, outras podem morrer de fome, perder sua produção, estão sem renda, lamento inclusive e não pagamento do Seguro-Safra. O que é verdade é que hoje há uma rede de proteção a partir do decreto de emergência que protege as pessoas da seca. Pessoas neste instante estão morrendo por falta de um programa, de homens, de policiais, de equipamentos, de armamento e de viaturas na área da segurança. Eu acho que os próprios policiais estão desprotegidos. O delegado Ademar Canabrava quando é atingido já na sua própria casa mostra que essa falta de apoio à polícia é um risco mesmo para o policial. Eu quero com o decreto de emergência ter forças federais no primeiro momento, enquanto a gente tem tempo de organizar, tem tempo de fazer concursos ou chamar concursados, treinar, qualificar, ter um plano de ação a partir do primeiro dia e botar na cadeia pessoas que praticam crimes, proteger homens e mulheres de meu Estado. A mesma coisa acontece na área de saúde, de falta pagamento dos profissionais, de falta do repasse para atividades vitais. Agora, o governo suspendeu o atendimento para vários setores do Estado, em razão disso. Por não ter o atendimento. Quero tratar com prioridade os dois casos e ter o apoio da presidente Dilma, que eu imagino ter a vitória, para ter a vitória para proteger as pessoas. Eu quero proteger e atuar todas as áreas e nesses dois casos de forma emergencial.


Meio Norte: Nos últimos meses, as escolas enfrentam problemas como falta de alimentação escolar, falta de ônibus escolares. Como o senhor vai tratar essas questões?
Wellington Dias – Quando eu assumi o governo existiam escolas que faziam meses que não tinha merenda. Infelizmente, isso está voltando. Não se recupera um dia de aula, muito menos um mês de aulas para um aluno que naquele dia não teve um dia de aula. A própria escola Meio Norte, que é um exemplo na educação pública com uma gestão compartilha com o setor privado, no caso com o Sistema Meio Norte, pediu socorro porque não tem merenda escolar. É de alta gravidade, isso. Na área da educação, alunos da faculdade Ceut todos os dias são assaltados na frente da faculdade. Isso mostra a gravidade porque em Buriti dos Lopes, Assunção do Piauí, que precisam de um hospital sem condições de funcionamento, a falta de insulina, a falta de atendimento aos idosos, que estão à míngua na Vila do Ancião, que estão privados da liberdade, que estão neste instante sendo liberados porque a direção do CEM não tem outra alternativa do que libertá-los porque não têm alimentos para que continuem como internos. O Piauí está assim e é uma preocupação que tenho muito grande. Não estou preocupado com essa situação quando assumir o governo em janeiro, estou preocupado hoje. Estou preocupado com a situação agora não porque me elegi governador, mas como cidadão, como piauiense. Assim como quero proteção, que proteção para os 3,5 milhões de piauienses.

Meio Norte: Como vai ficar a questão dos agricultores que ficaram sem receber o Seguro-Safra?
Wellington Dias – Dar prioridade. Quando se quer resolver uma questão no Estado tem que ser prioridade. A prioridade é o homem do campo. São milhões que vão circular na economia do Piauí pelas mãos dos agricultores. O Piauí entra com uma contrapartida muito pequena. Vou pagar a contrapartida do Seguro-Safra e de todos os seguros e programas sociais.

Fonte Meio Norte

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