A empresa americana Foundation Future Industries, com sede em São Francisco (EUA), desenvolve o robô humanoide Phantom-01 com foco em aplicações militares. O projeto prevê atuação autônoma em tarefas como logística, navegação e identificação de alvos em cenários de conflito.
O robô tem 1,80 metro de altura, pesa cerca de 80 quilos e pode transportar cargas de até 40 quilos. Segundo a fabricante, o equipamento também pode atingir velocidade de até 6,1 km/h.
Atualmente, o Phantom-01 está sendo treinado para funções não letais, como movimentação de materiais e execução de tarefas industriais. No entanto, o uso em operações militares é um dos objetivos da empresa a longo prazo.
Como o robô funciona
O Phantom-01 foi projetado para operar com um computador integrado, o que reduz a dependência de redes externas e diminui a exposição a ataques cibernéticos.
A proposta é que o robô execute de forma autônoma atividades repetitivas, como transportar objetos, organizar suprimentos e atuar em ambientes de logística e manufatura, inclusive em contextos de defesa.
Segundo o fundador da empresa, Sankaet Pathak, o desenvolvimento de autonomia é gradual e envolve etapas. O objetivo é permitir que o robô identifique alvos, mas sem retirar o controle humano sobre decisões críticas.
Uso de armas e controle humano
De acordo com a empresa, mesmo com avanços tecnológicos, qualquer ação envolvendo uso de armas dependerá de autorização humana.
O modelo segue lógica semelhante à de drones militares, que podem se deslocar e identificar alvos de forma independente, mas exigem comando humano para efetuar ataques.
A fabricante afirma que não prevê a retirada da supervisão humana em operações desse tipo.
Mercado e próximos passos
A segunda geração do Phantom-01 deve ser apresentada em abril. A empresa afirma que a nova versão será mais fácil de produzir em larga escala, com expectativa de venda de milhares de unidades ainda este ano.
O robô entra em um mercado competitivo de humanoides, que já conta com projetos como Optimus, da Tesla, Digit, da Agility Robotics, e Apollo, da Apptronik.
O desenvolvimento segue em andamento, e novos avanços devem ser divulgados conforme a evolução do projeto e testes da tecnologia.




