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Família de idosa de 86 anos denuncia descaso no hospital regional de Oeiras

Fotos: Vilmara do Nascimento

Familiares de uma idosa de 86 anos denunciaram nesta segunda-feira, 22, o descaso no tratamento da paciente no Hospital Regional Deolindo Couto (HRDC), em Oeiras. De acordo com a dona de casa, Vilmara do Nascimento, ao chegar ao hospital na manhã do último sábado, 20, a idosa teve que esperar cerca de 4h para a retirada do gesso de um braço.

Vilmara do Nascimento, que acompanhou a idosa no procedimento, conta que elas chegaram ao HRDC às 7h40 min e só foram conseguiram sair perto do meio dia. A dona de casa relata que o aparelho que faz a retirada do gesso não estava funcionado e que, ao solicitarem a ajuda de um enfermeiro, foram tratadas com descaso. “Ele foi irônico. Pediu para a gente comprar uma maqueta nova (máquina usada para serrar o gesso)”, desabafa Vilmara do Nascimento.

Como o aparelho não estava funcionando, a idosa foi encaminhada para uma sala, onde o braço engessado foi molhado durante 1h30min para facilitar a retirada do gesso. Sem sucesso no procedimento, um neto da idosa, que também a acompanhava, foi a uma loja de material de construção no centro de Oeiras e comprou uma serra de ferro das usadas para serrar PVC. “E foi ele mesmo que fez a retirada do gesso”, informa Vilmara, indignada.

“Ninguém apareceu para nos ajudar. O médico falou que é revoltante o hospital ter um único aparelho para retirada do gesso e este estar quebrado”, comenta a dona de casa.

Vilmara relata ainda que tentou contato com a diretoria do hospital, mas não teve retorno. “Depois de passarmos por isso só consigo sentir revolta”, desabafa.

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A dona de casa se queixa também da sujeira no Deolindo Couto. Segundo ela, o banheiro e outras dependências do hospital estavam sujos durante o atendimento da idosa.

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Procurado, o diretor-geral do Hospital Regional Deolindo Couto, Anselmo Jorge, caracterizou o acontecimento como um “mal entendido”. “O equipamento teve um problema e pifou na hora que estavam tirando o gesso da paciente. Não deu para tirar o gesso todo. Estamos com uma deficiência de ortopedista, só temos um, de 15 em 15 dias, e não dá para atender a demanda da população. Como departamento financeiro não estava funcionando, o funcionário orientou que comprasse a serra de PVC. O equipamento foi consertado em seguida”, justifica o diretor do HRDC.

 

 

Por Jadson Osório

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