O Piauí registrou aumento de 32% nos casos de feminicídio em 2024, em comparação com 2023. Dados do Núcleo de Estudos Avançados em Segurança Pública (DATASSP) revelam que 87% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime. As informações foram divulgadas durante reunião na Defensoria Pública do Estado nesta terça-feira (1).
De 2022 a 2025, o estado contabilizou 182 feminicídios, sendo 40 apenas no ano passado. Em 2025, até março, já são 18 casos confirmados. A pesquisa aponta que apenas 10% das vítimas possuíam medida protetiva. Em 73% dos crimes, o crime ocorreu dentro de casa, e em 68% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-companheiro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), a subnotificação reflete medo, dependência financeira ou descrença nas medidas de proteção. O delegado João Marcelo Brasileiro de Aguiar, da Gerência de Análise Criminal, destacou a necessidade de integrar órgãos de segurança para agilizar o atendimento às vítimas.
O Piauí lidera a taxa de feminicídios entre nove estados analisados pelo boletim “Elas Vivem”, com 36 casos em 2024. No estado, 238 ocorrências de violência contra mulheres foram registradas em 2024, um aumento de 17,8% em relação a 2023.
Jovens de 18 a 29 anos, pardas e trabalhadoras domésticas são as principais vítimas, conforme o Observatório da Mulher Piauiense. O número de boletins por violência doméstica subiu de 5,9 mil para 7,8 mil.
Entre as medidas discutidas estão monitoramento eletrônico de agressores e reforço em delegacias especializadas.
Fonte: Cidade Verde.







