O atacante Gabriel Barbosa comparou seu retorno ao Santos a “voltar ao colo da mãe” durante a coletiva de apresentação na Vila Belmiro. O jogador afirmou que a decisão não representa um retrocesso na carreira e destacou a identificação histórica com o clube onde foi formado.
“Quando acontece algo ruim, você volta para o colo da sua mãe. É praticamente como foi a minha volta. Queria voltar há muito tempo. As coisas não deram certo antes, mas foi no tempo que tinha de ser”, declarou o atacante, que prometeu empenho para corresponder à expectativa da torcida.
Atacante rebate críticas e exalta história do Santos
Gabigol rechaçou a ideia de que estaria dando um passo atrás ao deixar o Cruzeiro e retornar ao Peixe. Segundo ele, defender o Santos representa um movimento natural dentro da própria trajetória.
“Se o passo atrás for voltar para o maior time da Terra, não tem passo melhor do que esse. Olha os ídolos que o Santos tem, a torcida, o estádio. É o único clube que tem uma coroa no escudo”, afirmou, citando uma das frases mais conhecidas da torcida santista.
Bastidores da saída do Cruzeiro
O jogador revelou que a diretoria cruzeirense já sabia do seu desejo de sair há algum tempo. Gabigol agradeceu publicamente ao presidente da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, pelo apoio durante o processo.
“Eu queria jogar mais, mostrar meu futebol. O Pedrinho sabia disso antes mesmo do fim do ano. Sempre tive o desejo de voltar, achei que era o momento certo”, explicou. Ele também disse ter recebido mensagens de despedida do ex-técnico Leonardo Jardim e do atacante Kaio Jorge.
Conversas com Neymar e apoio à base
Gabigol confirmou que conversou com Neymar e com o pai do camisa 10 durante as negociações. Segundo ele, os dois ainda não se reencontraram pessoalmente, mas devem trabalhar juntos no clube.
O atacante também falou sobre a proximidade com Robinho Jr., a quem prometeu apoio dentro e fora de campo. “Sou um menino da Vila. Quero ajudar os meninos da base, passar experiência e também aprender com eles”, afirmou.
Reconstrução, pressão e futuro
Gabigol reconheceu a pressão natural de vestir a camisa do Santos, mas destacou que o momento exige paciência. “Aqui tem que ter cobrança, mas é um período de reconstrução. Não é o Neymar ou o Gabigol, é o time todo. Precisamos ser fortes juntos, principalmente na Vila”, disse.
Com contrato curto, o atacante afirmou que o futuro será tratado ao longo da temporada. “O Santos é minha casa. Temos o ano inteiro para conversar”, concluiu.




