O preço da gasolina voltou a subir em postos de combustíveis do Piauí nesta terça-feira, após a elevação do valor internacional do petróleo em meio à escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Em alguns estabelecimentos, o litro da gasolina comum passou de R$ 5,89 para até R$ 6,39.
Motoristas começaram a perceber o aumento desde o fim da semana passada. Em Teresina, o combustível já é encontrado por cerca de R$ 6,17 em alguns bairros, enquanto em outros postos o valor varia entre R$ 6,29 e R$ 6,39. No interior do estado, os preços também apresentam variações.
Alta do petróleo pressiona preços de combustíveis no Piauí
Segundo o Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis do Piauí (Sindipostos-PI), o reajuste está relacionado à alta no preço do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio.
O presidente do sindicato, Guilherme Parente, explicou que o Brasil ainda depende da importação de combustíveis, o que faz com que o mercado interno seja impactado pelas oscilações externas.
“O Brasil ainda é insuficiente em refino e distribuição. A Petrobras consegue atender cerca de 70% do mercado nacional, e uma parte significativa do combustível consumido no país ainda precisa ser importada”, afirmou.
De acordo com ele, as distribuidoras já repassaram o aumento aos postos de combustíveis, o que pode manter os preços elevados nos próximos dias.
Parente também alertou para a possibilidade de desabastecimento caso a Petrobras não atualize os preços de venda às distribuidoras.
“Se essa defasagem continuar do jeito que está, sem a Petrobras repassar os valores, a importação tende a diminuir. Com isso, pode faltar produto no mercado”, explicou.
Etanol também registra aumento durante entressafra
Além da gasolina, o etanol também registrou aumento no estado. Segundo o Sindipostos-PI, a alta está relacionada ao período de entressafra da cana-de-açúcar, quando a oferta do combustível diminui.
“Nesse período de entressafra é normal que o etanol fique mais caro devido à redução da produção”, destacou o presidente do sindicato.




