Uma multa de R$ 1 milhão aplicada ao influenciador Carlinhos Maia movimentou o debate sobre responsabilidade ambiental nas redes sociais. O caso ocorreu em Fernando de Noronha e envolve a divulgação de imagens de uma gaivota sendo alimentada durante um passeio de barco.
A penalidade foi anunciada pelo ICMBio, que apontou infração ambiental relacionada à prática de alimentar animais silvestres — conduta proibida por lei. Segundo o órgão, além de quem forneceu o alimento, a divulgação do conteúdo também pode incentivar comportamentos semelhantes.
De acordo com o instituto, o valor elevado da multa considera a repercussão das imagens, já que o influenciador possui milhões de seguidores. A avaliação é de que a ampla exposição pode estimular outras pessoas a repetir a prática, colocando em risco o equilíbrio ambiental da região.
Em resposta, Carlinhos Maia afirmou que não participou diretamente da alimentação da ave, tendo apenas registrado a ação de terceiros. Ele classificou a multa como desproporcional e questionou a diferença entre os valores aplicados — segundo ele, os responsáveis diretos teriam sido autuados em cerca de R$ 5 mil.
O influenciador também declarou que pretende contestar judicialmente a penalidade, alegando abuso na aplicação da sanção. Em suas redes, destacou que aceitaria uma multa considerada justa, mas criticou o valor milionário atribuído à divulgação do vídeo.
Especialistas em meio ambiente ressaltam que a legislação brasileira prevê punições tanto para ações diretas quanto para comportamentos que incentivem práticas prejudiciais à fauna. Em áreas de preservação como Noronha, as regras são ainda mais rígidas para garantir a proteção dos ecossistemas locais.
O caso reacende a discussão sobre o papel de influenciadores digitais na disseminação de comportamentos e o impacto das redes sociais em áreas ambientalmente sensíveis.



