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Imprensa destacou Semana Santa de Oeiras como tradição e cultura no estado

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No Piauí, estado mais católico do Brasil, a tradição da Quaresma e da Páscoa é muito presente entre a população. Neste período que lembra o tempo em que Cristo ficou no deserto, Sua Paixão e Ressurreição, é marcado por rituais que unem gerações e se renovam com base na fé entre aqueles que compartilham uma visão cristã de espiritualidade.

 

Para os católicos, a Quaresma se inicia na quarta-feira de Cinzas, logo após o Carnaval, e vai até o Domingo de Páscoa. O período é marcado pela abstinência da carne vermelha, penitência e reflexão que buscam uma ressurreição própria, remetendo o exemplo de Jesus Cristo, em busca de novas atitudes, mais solidárias e humildes.

 

O povo piauiense tem raízes religiosas que se mantêm nesse período e são retificadas com a manifestação de procissões em várias cidades. As celebrações mais famosas da Semana Santa no Piauí ocorrem no Sul do Estado, nos municípios de Oeiras, Floriano e Bom Jesus.

 

Oeiras possui eventos famosos, como a Procissão dos Passos e a do Fogaréu, que reúnem milhares de fiéis pelas ruas históricas da Primeira Capital. A procissão de Bom Jesus dos Passos, realizada no último domingo (13), simboliza a prisão de Jesus, no morro do Rosário, onde fica a igreja de Nossa Senhora do Rosário e de onde sai o cortejo.

 

Já a do Fogaréu que ocorre nas Quintas-Feiras Santas e tem a participação apenas de homens, simbolizando a perseguição dos soldados romanos a Jesus. O ato é um verdadeiro um espetáculo visual com realce para a cultura cristã na histórica primeira capital do estado.

 

Para o historiador Júnior Viana, do ponto de vista religioso, os rituais são como um momento de espiritualidade e reflexão e de aproximação a Cristo. Mas do ponto de vista da História, verificamos, em Oeiras, uma tradição secular passada de pais para filhos.

 

“Olhamos pelo lado da religião, mas também pelo lado cultural, porque piauiense, e especialmente oeirense, vive pela fé. Quando ele vive esses rituais, percebemos que a fé é algo de cada um, mas também uma construção coletiva, uma manifestação da cultura de Oeiras”, analisa o professor.

 

Com informações da Ccom

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