O Irã prometeu nesta quarta-feira (18) uma resposta “decisiva” após a morte de Ali Larijani, em Teerã, e intensificou os ataques contra Israel. Durante a madrugada, mísseis iranianos atingiram a região metropolitana de Tel Aviv e deixaram ao menos dois mortos, em meio à ampliação da guerra no Oriente Médio.
A morte de Larijani foi confirmada por autoridades iranianas após um ataque atribuído a Israel. Ex-presidente do Parlamento e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, ele era uma das figuras mais influentes do núcleo de poder da República Islâmica desde o início do conflito.
Em comunicado, o chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, afirmou que a resposta ao assassinato de Larijani será “decisiva”. Logo depois, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis contra o centro de Israel, classificando a ofensiva como vingança pela morte do dirigente e de seus aliados.
As explosões atingiram diferentes áreas do centro israelense. Autoridades locais relataram destruição em zonas residenciais, incêndios e interrupção temporária do sistema ferroviário após danos provocados por estilhaços. Israel também afirmou que uma das ofensivas envolveu munições de fragmentação.
O que se sabe até agora
A atual guerra começou em 28 de fevereiro, após ofensivas conjuntas de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Desde então, Teerã passou a responder com mísseis e drones contra Israel e alvos na região ligados aos Estados Unidos, ampliando a instabilidade no Oriente Médio.
No mesmo contexto, o Irã realizou funerais de Larijani e de Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij, também morto em ataque atribuído a Israel. Imagens mostraram milhares de pessoas acompanhando o cortejo em Teerã, em mais um sinal da mobilização do regime após as perdas no alto escalão.
Israel também anunciou ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, mas essa informação ainda não havia sido confirmada por Teerã até a publicação dos relatos mais recentes.
A escalada militar também elevou o impacto econômico do conflito. O mercado de energia segue sob tensão por causa dos riscos ao estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás. Nesta quarta-feira, o Brent operava acima de US$ 104 por barril, refletindo as interrupções de oferta na região.
Enquanto isso, Israel mantém a ofensiva contra alvos ligados ao Irã e a grupos aliados em outras frentes, como o Líbano. O cenário segue em rápida evolução, com novas mortes, deslocamentos e repercussões diplomáticas e econômicas ainda em aberto.

