A imagem mostra NGC 346, uma região a cerca de 200 mil anos-luz da Terra, onde muitas estrelas estão sendo criadas.
A Câmera em Infravermelho Próximo do Webb captura os nós, arcos e filamentos de gás e poeira que estão alimentando este berçário estelar.
A NGC 346 está inserida em uma galáxia satélite da nossa própria galáxia, a Via Láctea, chamada Pequena Nuvem de Magalhães — e é usada como um laboratório para o estudo dos processos de formação das estrelas.
O conglomerado contém concentrações relativamente baixas de elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio.
Desta forma, as condições reproduzem, até certo ponto, aquelas que existiam muito antes na história do Universo, quando o nascimento das estrelas estava no auge — um período conhecido como “Aurora Cósmica”, cerca de três bilhões de anos após o Big Bang.
Os telescópios espaciais anteriores eram capazes de detectar os objetos maiores presentes nesta cena, mas o Webb, com sua sensibilidade e resolução superiores, permite aos astrônomos identificar as fontes menores.
“Pela primeira vez, podemos ver a sequência completa da formação de estrelas em outra galáxia”, diz Olivia Jones, do Centro de Tecnologia de Astronomia do Reino Unido (UK ATC) em Edimburgo, na Escócia.
“Antes, com o Spitzer, que era um dos grandes observatórios da agência espacial americana Nasa, podíamos detectar as protoestrelas mais massivas, com cerca de cinco a oito vezes a massa do nosso Sol.”
“Mas com o Webb, nós temos os limites de sensibilidade para chegar a até 1/10 da massa do Sol. Então, temos a sensibilidade para detectar estrelas de massa muito pequena no processo de formação, mas com resolução para ver também como elas afetam o ambiente. E como você pode ver a partir da imagem, é um ambiente muito dinâmico.”




