Jovem baleado em escola de Teresina é excluído de pesquisa com polilaminina

Adolescente de 17 anos, baleado dentro de escola particular no Centro de Teresina, não atendeu aos critérios clínicos exigidos para participar de estudo experimental desenvolvido pela UFRJ.

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Estudante baleado em escola de Teresina segue em recuperação em casa
Imagem reprodução/ Montagem G1

O estudante João Lucas Campelo, de 17 anos, baleado dentro de uma escola particular no Centro de Teresina em 4 de dezembro de 2024, ficou fora do tratamento inovador com polilaminina. A família buscava incluir o jovem na pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas ele não atendeu aos critérios clínicos exigidos pelo estudo.

João ficou tetraplégico após ser atingido por um disparo efetuado pela ex-namorada, também de 17 anos. Desde então, passa por acompanhamento médico contínuo.

Segundo a mãe, Cleytiana Campelo, o quadro neurológico do adolescente foi determinante para a negativa.

“Ele precisaria estar respondendo a comandos. O João ainda não recebe comandos totais, teve uma parada respiratória que trouxe danos neurológicos. Apesar de estar consciente, ainda não fala”, explicou.

O que é a polilaminina

A polilaminina é um composto estudado há mais de duas décadas pela UFRJ. Trata-se de uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e que auxilia na conexão entre neurônios.

O tratamento vem sendo aplicado em pacientes com lesão medular e apresenta resultados considerados inovadores. No entanto, a participação depende de critérios rigorosos, incluindo resposta neurológica a comandos.

Estado de saúde e acompanhamento

No dia do ocorrido, João foi atingido por um tiro na boca, e o projétil ficou alojado na coluna. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e levado para atendimento hospitalar em Teresina.

Em abril de 2025, recebeu alta hospitalar e passou a continuar o tratamento em casa, em regime de home care.

A mãe utiliza as redes sociais para compartilhar atualizações sobre a recuperação do filho. Em uma das publicações recentes, mostrou o jovem reagindo à presença da equipe médica.

Relembre o caso

O disparo aconteceu no refeitório da escola onde João estudava, na região Central da capital. Segundo o delegado Tales Gomes, apenas os dois estudantes e uma funcionária da cantina estavam no local.

Após uma conversa, houve o disparo. A adolescente deixou a arma sobre uma mesa e saiu do colégio. Em seguida, entrou em um estabelecimento comercial próximo e relatou o ocorrido antes de ser apreendida pela Polícia Militar.

A arma utilizada pertencia ao pai da jovem, que é policial militar. Uma faca do tipo peixeira também foi encontrada na mochila da adolescente.

A Polícia Militar do Piauí informou que a Corregedoria abriu sindicância para apurar o caso envolvendo o pai da menor.

A adolescente foi encaminhada a um centro educacional e responde por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.

Caso segue com acompanhamento

O estado de saúde de João continua sendo acompanhado por equipe médica em Teresina. A família mantém a divulgação das atualizações enquanto o caso segue com desdobramentos na esfera judicial e administrativa.

 

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