Após dois meses detida no Quartel da PM em Teresina, a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) obteve o direito à prisão domiciliar. A decisão foi tomada pela juíza Júnia Feitosa, que considerou o agravamento do quadro de saúde da parlamentar, que segue afastada do cargo e monitorada por tornozeleira eletrônica.
A juíza Júnia Maria Feitosa, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, autorizou nesta segunda-feira (2) a conversão da prisão preventiva da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) em prisão domiciliar. A decisão ocorre após a magistrada assumir o processo em substituição à juíza Gláucia Mendes de Macêdo, que se afastou por motivos pessoais.
Tatiana estava presa desde 4 de abril no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Teresina, por suspeita de envolvimento em crimes como compra de votos, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa. A defesa apresentou laudos médicos apontando um quadro psiquiátrico que exige tratamento contínuo, sem condições adequadas de atendimento no local de custódia.
Na decisão, a juíza reconheceu a comprovação de debilidade de saúde e autorizou o recolhimento domiciliar integral, com exceções para atendimento médico emergencial. A vereadora também deve cumprir medidas como monitoramento eletrônico, afastamento do cargo, proibição de acesso à internet e à Câmara Municipal.
Durante o período em que esteve presa, Tatiana foi flagrada com celular e tablet na cela, o que gerou nova apuração. A mãe da parlamentar, Maria Odélia Medeiros, assumiu ter entregue o celular, justificando a atitude como forma de manter contato por causa da saúde mental da filha.
No dia seguinte à apreensão dos aparelhos, Tatiana foi encontrada desacordada na cela e levada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), após supostamente ingerir dose elevada de medicação. Posteriormente, foi transferida para o Hospital da Polícia Militar, de onde recebeu alta.
Fonte: Cidades na net.







