Maior câmera espacial já construída registra asteroides e galáxias inéditas

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Esta imagem mostra uma pequena seção da visão total do aglomerado de galáxias de Virgem feita pelo Observatório NSF-DOE Vera C. Rubin, incluindo duas galáxias espirais (canto inferior direito) e três galáxias em fusão (canto superior direito) • NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource
Esta imagem mostra uma pequena seção da visão total do aglomerado de galáxias de Virgem feita pelo Observatório NSF-DOE Vera C. Rubin, incluindo duas galáxias espirais (canto inferior direito) e três galáxias em fusão (canto superior direito) • NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource

As primeiras imagens captadas pelo Observatório Vera C. Rubin, que abriga a maior câmera astronômica já construída, revelaram galáxias, estrelas e asteroides nunca antes vistos. A divulgação foi feita pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) nesta segunda-feira (23).

Localizado nos Andes chilenos, o observatório está em fase final de construção após quase 20 anos de desenvolvimento. Seu principal instrumento, o Telescópio Simonyi Survey de 8,4 metros, realizará a partir de julho o Levantamento do Legado do Espaço e do Tempo, que mapeará todo o céu do Hemisfério Sul ao longo de 10 anos.

Em apenas 10 horas de testes, o telescópio identificou 2.104 asteroides — sete deles próximos à Terra — além de milhões de estrelas e galáxias. A expectativa é que o Rubin descubra milhões de asteroides nos próximos anos, além de fenômenos cósmicos como explosões de supernovas e mudanças em galáxias distantes.

“O Observatório Rubin capturará mais dados do universo do que todos os telescópios ópticos combinados na história”, afirmou Brian Stone, diretor interino da NSF.

Entre os destaques iniciais, estão um vídeo mostrando 10 milhões de galáxias e um mosaico detalhado das nebulosas Trífida e Lagoa, na constelação de Sagitário, com detalhes inéditos de nuvens de gás e poeira.

Além de ampliar o conhecimento sobre asteroides e galáxias, o Rubin deve ajudar na investigação de mistérios como matéria escura e energia escura, que compõem a maior parte do universo, mas ainda são pouco compreendidas.

“O Rubin nos permitirá literalmente ver o universo de uma nova maneira”, destacou o físico Aaron Roodman, da Universidade Stanford.

Batizado em homenagem à astrônoma Vera Rubin, pioneira no estudo da matéria escura, o observatório também servirá como plataforma para identificar novos alvos de pesquisa para telescópios ao redor do mundo.

Esta imagem composta combina 678 imagens separadas para mostrar detalhes tênues, como nuvens de gás e poeira na nebulosa Trífida (canto superior direito) e na nebulosa Lagoa • NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource
Esta imagem composta combina 678 imagens separadas para mostrar detalhes tênues, como nuvens de gás e poeira na nebulosa Trífida (canto superior direito) e na nebulosa Lagoa • NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource
O Observatório NSF-DOE Vera C. Rubin, localizado no topo de uma montanha no Chile, revolucionará a maneira como os astrônomos exploram o cosmos • Aliro Pizarro Díaz/NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource
O Observatório NSF-DOE Vera C. Rubin, localizado no topo de uma montanha no Chile, revolucionará a maneira como os astrônomos exploram o cosmos • Aliro Pizarro Díaz/NSF-DOE Vera C. Rubin Observatory via CNN Newsource

Fonte: CNN Brasil.

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