Os protestos realizados neste domingo (21) contra a PEC da Blindagem e a anistia repercutiram na imprensa internacional. A proposta, aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, limita a abertura de processos criminais contra parlamentares sem aval do Legislativo, restringe prisões de senadores e deputados e pode abrir caminho para a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em trama golpista.
O jornal britânico The Guardian noticiou que multidões ocuparam praças e praias em grandes cidades brasileiras para se opor ao projeto. A publicação destacou a presença de artistas como Wagner Moura e dos músicos Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, que lideraram apresentações em Copacabana com o coro de manifestantes pedindo “sem anistia”.
A emissora BBC ressaltou que os atos ocorreram duas semanas após protestos de apoiadores de Bolsonaro, evidenciando a divisão política no país. A agência Reuters descreveu as mobilizações como organizadas por movimentos sociais, sindicatos e partidos, com críticas a parlamentares que buscavam se proteger de responsabilização judicial.
A rede americana ABC News enfatizou o papel histórico dos músicos brasileiros na defesa da democracia e relatou que manifestantes exibiram uma bandeira gigante do Brasil em resposta a atos anteriores da direita que exaltaram o ex-presidente Donald Trump. A emissora também citou as recentes tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e as críticas de Trump ao julgamento de Bolsonaro.
Já a francesa AFP destacou a presença de bonecos infláveis de Bolsonaro, vestido como preso, e de Trump, além da forte mobilização em Copacabana e São Paulo. A agência lembrou que parlamentares usaram as redes sociais para justificar votos a favor do projeto, mas enfrentaram forte pressão pública.
O texto conclui que os projetos ainda passarão por análise no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu vetar a proposta de anistia e classificou a PEC da Blindagem como uma pauta secundária diante das prioridades do Congresso.
Fonte: Veja.





