A Mattel apresentou, neste domingo (11), a primeira Barbie com autismo. O lançamento marca mais um avanço na política de inclusão da fabricante e resulta de uma parceria com a Autistic Self Advocacy Network (Asan), organização internacional de defesa dos direitos das pessoas autistas.
A nova boneca passa a integrar a linha Barbie Fashionistas, conhecida por representar diferentes corpos, condições e realidades. Segundo a empresa, o desenvolvimento levou mais de 18 meses e contou com orientação direta de pessoas autistas, garantindo fidelidade e respeito na representação.
Desenvolvimento buscou retratar experiências do espectro autista
De acordo com a Mattel, o projeto envolveu “escolhas intencionais” para refletir experiências comuns a pessoas no espectro do autismo. A boneca possui articulações nos cotovelos e pulsos, permitindo a reprodução de estereotipias, como o movimento repetitivo das mãos. O olhar levemente direcionado para o lado faz referência à dificuldade de manter contato visual direto, relatada por parte da comunidade autista.
Entre os acessórios estão fones de ouvido, que simbolizam o uso de cancelamento de ruído para reduzir estímulos sensoriais, além de um tablet e um fidget spinner, objetos frequentemente utilizados para autorregulação.
“Barbie sempre buscou refletir o mundo que as crianças veem e as possibilidades que imaginam. Temos orgulho de apresentar nossa primeira Barbie autista como parte desse trabalho contínuo”, afirmou Jamie Cygielman, chefe global da divisão de bonecas da Mattel, em comunicado oficial.
Já Colin Killick, diretor executivo da Asan, destacou a importância da iniciativa. “É fundamental que jovens autistas vejam representações autênticas e positivas de si mesmos, e é exatamente isso que essa boneca oferece”, declarou.
Doação e histórico de diversidade da marca
A Mattel informou ainda que irá doar mais de mil unidades da Barbie com autismo para hospitais pediátricos dos Estados Unidos que oferecem atendimento especializado a crianças no espectro autista.
Nos últimos anos, a marca tem ampliado seu portfólio inclusivo. Além de modelos com deficiência visual e síndrome de Down, a empresa lançou, em 2025, a primeira Barbie com diabetes tipo 1, rompendo com o padrão que, por décadas, retratou apenas uma mulher branca, loira e jovem.







