Uma megaoperação de combate ao crime organizado foi deflagrada nesta quarta-feira (18) em 15 estados do Brasil, com o cumprimento de 107 mandados de prisão e 174 de busca e apreensão. A ação é coordenada pela Polícia Federal (PF) e reúne forças estaduais e federais de segurança pública.
A operação tem como foco combater o tráfico de drogas e armas, além de crimes como lavagem de dinheiro. Participam da ação as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), com apoio das polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Os mandados são cumpridos nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Principais operações pelo país
As maiores ações ocorrem em Campinas (SP), com 34 mandados de busca e 37 de prisão, e no Recife (PE), com 49 buscas e 15 prisões. Nessas cidades, também houve bloqueio de contas bancárias e bens que podem chegar a milhões de reais.
Em São Luís (MA), a Operação Ictio mira grupo envolvido no tráfico de drogas em larga escala, com bloqueio de cerca de R$ 297 milhões e apreensão de bens.
Já em Porto Alegre (RS), a Operação Célula Oculta busca desarticular uma organização ligada ao tráfico na Serra Gaúcha e no Vale do Rio dos Sinos.
Outras ações foram registradas em Salvador (BA), Vitória (ES), Manaus (AM), Maceió (AL), Goiânia (GO), Belém (PA), Aracaju (SE), Macapá (AP), Foz do Iguaçu (PR), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), cada uma com alvos específicos ligados a organizações criminosas.
Combate integrado ao crime organizado
As operações fazem parte de uma estratégia nacional de integração entre órgãos de segurança para enfraquecer facções criminosas e reduzir a atuação de grupos organizados em diferentes regiões do país.
Além das prisões e buscas, as ações incluem bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens, restrições sobre imóveis e veículos, ampliando o impacto financeiro sobre os grupos investigados.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço das apurações nos estados envolvidos.

