A Meta anunciou nesta quarta-feira (5) que desativou 6,8 milhões de contas falsas no WhatsApp entre janeiro e junho de 2025. A ação integra uma ofensiva global contra fraudes digitais, com atenção especial ao Sudeste Asiático, onde grupos criminosos têm explorado até trabalho forçado para aplicar golpes em larga escala.
Como parte das medidas de proteção, a empresa lançou um recurso que emite alertas quando um usuário é adicionado a grupos por desconhecidos. A funcionalidade mostra um resumo do grupo e permite ao usuário sair imediatamente, com a conversa silenciada até que haja interação, caso decida permanecer.
Segundo a Meta, as contas foram bloqueadas preventivamente, antes de serem usadas em fraudes. Em colaboração com a OpenAI, também foi desarticulada uma rede no Camboja ligada a um esquema de pirâmide baseado em aluguel fictício de scooters. O grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial para criar mensagens persuasivas e enganar vítimas em diversos países.
O golpe segue um padrão: inicia-se por mensagem SMS, migra para redes sociais ou aplicativos de mensagens e leva a depósitos, frequentemente em criptomoedas, com falsas promessas de lucros. O principal sinal de alerta, segundo a empresa, é o pedido de pagamento antecipado.
A investigação aponta que essas redes operam como organizações estruturadas, movimentando bilhões de dólares. As operações se concentram em países como Camboja, Mianmar e Tailândia, com denúncias de trabalho forçado e condições degradantes.
Além das mudanças nos grupos, a Meta testa alertas em conversas com contatos desconhecidos. Nessas situações, o sistema emitirá mensagens com orientações para ajudar o usuário a reconhecer e evitar possíveis fraudes.
A recomendação da empresa é clara: desconfie de números desconhecidos, ofertas vantajosas demais e exigência de pagamentos prévios. Sempre que possível, verifique a identidade do remetente por outros meios.
Fonte: Cidades Na Net




