A Meta apresentou nesta semana, durante o evento anual Meta Connect 2025 na Califórnia, uma nova geração de óculos inteligentes. A linha expande a parceria já consolidada com a Ray-Ban e inclui agora a Oakley, trazendo três modelos voltados para diferentes perfis de uso.
O principal lançamento é o Ray-Ban Meta Display, primeiro óculos da empresa equipado com tela colorida de alta resolução. O display, localizado na lente direita, permite visualizar mensagens, realizar chamadas de vídeo, ler legendas e pré-visualizar fotos diretamente no campo de visão. O controle é feito por meio da Meta Neural Band, pulseira que interpreta gestos das mãos via eletromiografia (EMG). O modelo conta ainda com câmera de 12 MP, cinco microfones, alto-falantes estéreo e bateria de seis horas (30 horas com estojo). O preço é de US$ 799, com início das vendas nos Estados Unidos em 30 de setembro.
A empresa também anunciou a segunda geração dos Ray-Ban Meta Smart Glasses, que recebeu melhorias de autonomia — até oito horas de uso, chegando a 48 horas com o estojo — e câmera ultrawide de 12 MP capaz de gravar vídeos em 3K a 60 FPS. Entre as novidades estão traduções em tempo real e um modo de otimização de áudio em ambientes ruidosos. O preço inicial é de US$ 379, com previsão de chegada ao Brasil em breve.
Outro destaque é o Oakley Meta Vanguard, voltado para esportes. O dispositivo tem certificação IP67, resistência à água e poeira, nove horas de bateria, câmera de 12 MP para vídeos em 3K e integração com aplicativos de fitness como Garmin e Strava. O valor nos Estados Unidos é de US$ 499, e o modelo também será comercializado no mercado brasileiro.
Além dos óculos, a Meta anunciou avanços no Meta Quest, incluindo o recurso Hyperscape e o Horizon TV Hub. A empresa aposta em uma transição gradual para a realidade aumentada, com projetos futuros como o Hypernova, previsto para 2025, e o Hypernova 2, em 2027.
Embora Mark Zuckerberg projete que os óculos inteligentes ultrapassem os smartphones até 2030, analistas ressaltam desafios como privacidade, autonomia de bateria, preço e adesão do público. Ainda assim, a empresa afirma que a integração com inteligência artificial deve tornar os dispositivos cada vez mais centrais no cotidiano.

Fonte: Veja.







