MP investiga organização criminosa que comercializava moeda digital no PI

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MP investiga organização criminosa que comercializava moeda digital no PIMP investiga organização criminosa que comercializava moeda no Piauí

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga os braços da organização criminosa que comercializava a moeda digital Kriptacoin em São Paulo e no Piauí. A quadrilha foi desarticulada em outubro de 2017, acusada de movimentar R$ 250 milhões e de ter lesado 40 mil pessoas em Goiânia e no Distrito Federal. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentação do grupo nas regiões Sudeste e Nordeste.

As informações constam de relatório do MPDFT sobre o caso, o qual oMetrópoles teve acesso em primeira mão. O documento complementa dados e atualiza o andamento das investigações. Os memoriais foram entregues à Justiça nessa quinta-feira (8/2) e apontam, entre outras novidades, a possível atuação dos criminosos fora do Distrito Federal e a periculosidade dos integrantes da quadrilha.

As pessoas acabam caindo em golpes como esse, pois a mise en scène dos vídeos, das publicações em redes sociais, do comercial na televisão aberta, das festas eletrônicas, das palestras motivacionais, do entusiasmo demonstrado pelos executivos, fatalmente as levava a acreditar na rentabilidade e em uma revolução financeira na vida.” disse Paulo Roberto Binicheski, promotor de Justiça responsável pelo caso

Os dois principais alvos da operação em 2016 foram os irmãos Welbert Richard Viana Marinho, 37 anos, e Weverton Viana Marinho, 34. Eles não tinham os nomes publicados no site da empresa e não constavam como sócios nos dados da Receita Federal, mas se apresentavam como presidentes do grupo. Ao todo, após a investida da Polícia Civil, o MPDFT denunciou 16 pessoas à Justiça. Os líderes da quadrilha ostentavam uma vida de luxo, com carros importados, lanchas e até um helicóptero.

Fonte:Falapiauí

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